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Cuidar-me

por o que procuro, em 17.09.10

Parece que carrego um fardo, pesado, grande, sofrido que se denomina responsabilidade e em quê que se traduz??

Em cuidar, cuidar do meu marido, do meu filho, da minha casa, dos outros. Um cuidar nada funcional, mais complexo e completo, que protege, que nunca falha, que está sempre lá.

 

E eu, cuido-me??

Não, nem me cuido, nem deixo que me cuidem.

Mas tenho expectativas, planos, projectos e objectivos, que não consigo cumprir, porque carrego o fardo da responsabilidade pelos outros.

 

O que é que isto dá??

Sofrimento, porque o prato da balança onde coloco os outros, pesa sempre mais do que o meu, porque os outros passam sempre antes de mim, porque quero fazer e ser tudo, porque não posso falhar, para e perante os outros essencialmente.

Sofro de uma angústia, de uma ansiedade que me confundem, que me pesam, que me abafam.

 

Pareço uma galinha, abro as asas e cabe toda a gente lá por baixo, bem protegida, cuidada confortável, mas quando chove, quem se molha...Sou Eu!!!

 

Vêm o que dá querer chegar a todos!!!

 

Quando é que vou entender que mais vale repetir-se o almoço, ter o chão sujo, mudar a fralda mais tarde se isso me permite ter tempo de qualidade e fazer coisas que me dão prazer a mim e só a mim!!!

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publicado às 12:29

Os psicólogos são só para malucos???

por o que procuro, em 15.09.10

Não entendo o medo que as pessoas têm daqueles profissionais, como se fazer psicoterapia fosse assinar um atestado de insanidade mental, ou sinónimo de ser portador de uma qualquer psicose grave, com direito a delírios e alucinações, ou ainda e não menos importante, ter uma personalidade fraca que não suporta os embates da vida!

 

Na minha modesta opinião, são profissionais de saúde que em reciprocidade com o indivíduo, através de métodos e técnicas que possuem, nos ajudam a reflectir, a pensar, sobre as diversas circunstâncias de vida, ou traumas vivenciados, nos permitem "nomear" os problemas, identificá-los e reconhecê-los para depois, aprendermos a solucioná-los e a viver com eles de uma forma menos sofredora.

 

E a "mudança na pessoa não acontece porque o psicólogo mexe com a cabeça, mas sim porque o processo terapêutico possibilita a mudança"!

Esta mudança existe e é real, parte de nós e é realizada connosco, numa relação consentânea com um plano delineado e com objectivos terapêuticos.

 

Não tenham tanto medo de se expor, de partilhar, de procurar soluções, porque pode parecer muito complicado ao ínicio, e é verdadeiramente uma caminhada dolorosa, mas o resultado final vale em muito a pena: a descoberta do EU, de uma vivência plena e libertadora!

 

 

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publicado às 23:55


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