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Questões de morte

por o que procuro, em 21.09.15

O meu filho, do alto dos seus seis anos de idade, deu-se conta da nossa finitude, tomou consciência de que nós, pais, não iremos viver para sempre e por ordem lógica iremos morrer antes dele. Surgem as questões, se vamos viver até aos cem anos, quando iremos morrer, que vai ser dele após a nossa morte e segue-se-lhe a angústia e o medo de ficar sozinho.

 

Tento trazer alguma paz e serenidade à consciência dele em tumulto, argumentado que podemos não morrer os dois (eu e o pai) ao mesmo tempo e que mesmo na eventualidade de isso acontecer, haverá sempre quem olhe por ele.

 

Mas a tomada de consciência vem acompanhada de perspicácia e rapidez na contra argumentação, nenhuma das pessoas que nomeio nos pode verdadeiramente substituir, além de que vivem todos lá longe e ninguém iria ficar eternamente na nossa casa para tomar conta dele!

 

Julgo que a maternidade nos faz repensar na morte, principalmente no que será dos nossos filhos, após esta acontecer. Neste momento ouço de viva voz os meus medos pela boca dele e não me sinto em nada descansada perante a angústia que ele e eu sentimos, até porque sabemos, mais eu do que ele que é apenas e tão só, uma questão de tempo...

 

 

 

morte-e-vida.jpg

 

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publicado às 16:39

Um medo tremendo

por o que procuro, em 27.05.10

A veracidade da morte paira no meu consciente, desde o que aconteceu ao Hugo, num rompante uma vida se foi, nem um adeus, um beijo ou uma carícia a quem mais importava...nada, apenas um rasto de dor, de tristeza, ficou que mina física e psicológicamente a quem esta perda mais pesa.

 

Não entendo a nossa finitude, nem posso, nem quero, mas sei que ela está lá, existe, latente, dolorosa, sofredora, sem dia, nem hora marcada, mas há-de aparecer, quando menos se esperar, para mim, para quem mais amo...e só o vislumbre deste pensamento marca, dói e angustia, tanto, tanto, tanto...

 

E quando leio aquilo porque tantos outros passam, como a autora do Blog Alive and Kicking, vislumbro o quão real e doloroso pode ser.

 

E no meu silêncio, olho a beleza que tenho ao meu redor e penso que tenho MESMO que aproveitar este dia como se fosse o útlimo...

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publicado às 15:07

Sexta-feira 13

por o que procuro, em 13.02.09

Lembrem-me, por favor, de não marcar mais consultas de acompanhamento da gravidez, nestes dias!

 

Talvez não seja, por ser um "dia azarado", mas mais pela conjugação de determinadas circunstâncias, isto hoje não correu lá muito bem!

 

As coisas complicam-se, o cerco aperta e fui confrontada com a possibilidade de ter de fazer uma cesariana, com anestesia geral!!!

 

Bem sei que tenho problemas na coluna, que já por si perspectivavam a impossibilidade de  levar epidural, ou ter um parto normal, mas pronto, na minha mente pairava a ideia de que seria possível...

 

Hoje fui confrontada com a outra hipótese, não gostei da ideia, nem vou aceitar de ânimo leve.

 

Deixem-me lá ficar no meu casulo alguns dias a ruminar isto tudo!

Depois quando sair, digiro a ideia!

 

 

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publicado às 16:05

São dias que passam

por o que procuro, em 27.10.08

Mais uma semana se inicia...

Isto parece que está num total abandono, parece que o blog hibernou, ao menos transmite a forma como também quem aqui escreve se sente....a hibernar!

Enfiada num casulo, que me impuseram ou que eu procurei?? Não sei...

Sei que para aqui estou, sem grande vontade de escrita, de partilha, sem paciência...

A contar os dias que passam, num ápice, todos muito idênticos, incertos e por vezes desconcertantes...

 

A incerteza e a âmbivalência instalaram-se, deixá-las estar, estou sem forças para as sacudir, quero só, que os dias passem...

 

 

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publicado às 10:53

A morte

por o que procuro, em 23.09.08

A semana passada, um amigo perdeu a avó, parece que já estava internada nos cuidados intensivos de um hospital, a idade já era avançada....o final anunciado.

 

Todos nós sofremos pela morte dos outros, principalmente se existem laços que nos unem, sofremos uma perda, mas eu pessoalmente acho que sofremos por egoísmo...

 

Na minha modesta opinião, sofremos pela falta que essa pessoa nos vai fazer, por sentirmos um vazio causado pela sua ausência junto a nós, mesmo quando as pessoas terminam a sua caminhada, já acamadas, em sofrimento, dizemos da "boca para fora" que "mais valia Nosso Senhor lembrar-se", mas acho que nunca estamos verdadeiramente preparados para nos deparar-mos com a morte da pessoa...

 

Para simplesmente a deixar-mos ir em paz, acreditarmos que isto foi apenas uma caminhada, que a morte é uma passagem, para uma eternidade serena, em que a alma vive...

 

O propósito da vida é terminar um dia, não é eterna, logo, não deveríamos encarar a morte com tanta dor, sofrimento, sentimento de perda, porque queremos as pessoas aqui, connosco, na partilha da nossa vida!

 

Mas esse não é o intuito, é suposto aproveitarmos ao máximo os dias que temos, com cada um daqueles que connosco se cruza, com quem faz parte da nossa vida, sermos capaz de lhes dizer o que nos vai na alma, sermos felizes juntos, para depois, nesse último dia, nada ficar por dizer, ou por fazer...

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publicado às 18:53

Novamente eu e os outros

por o que procuro, em 17.06.08

Procuro sempre estar disponível para os outros...pergunto, questiono, escuto, acolho, abraço...

 

De vez em quando despejam fardos enormes para cima de mim, e então, lado a lado, procuramos refazer o puzzle que se desmoronou, procuramos a luz ao fundo do túnel...

 

Com alguma angústia e sofrimento, começam a dar passos em direcção à luz...

 

Mas este caminho não é fácil, por vezes param, choram, têm muito medo...

 

E eu volto, pergunto, questiono, escuto, acolho, abraço... e retomamos o caminho...

 

Mas há alturas em que simplesmente desistem, ou pelo menos parecem querer desistir...

 

E eu volto, e apesar de questionar, de escutar, de acolher e de abraçar, não querem continuar...

 

E agora sou eu que sofro, porque vejo uma oportunidade desperdiçada, porque vejo que as amarras me venceram, e os venceram a eles também, porque vejo uma vida estagnada...

 

Bem sei que têm todo o direito e liberdade de decidir o que querem fazer das suas vidas...

 

E eu decerto também terei o direito de sentir esta mágoa...

 

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publicado às 16:48

O fim da vida

por o que procuro, em 20.05.08

Todos sabemos que temos de morrer, algum dia tudo isto terá um fim, sabemos também que este facto não é válido apenas para nós, mas para todos os que nos rodeiam, mesmo aqueles que mais amamos.

 

A morte faz parte integrante da vida, existe desde o início dos tempos, e é suposto alguns precederem-nos, na lógica temporal do decurso da vida.

 

Apesar de sabermos e termos um conhecimento válido, acerca de tudo isto, esta é sem dúvida uma das facetas da vida que mais nos custa a aceitar.

 

A mim, pessoalmente, não me custa aceitar a minha própria morte, estou serena e tranquila, sinto que tenho imensas coisas que gostaria de fazer, mas se algo acontecesse, iria em paz comigo mesma.

 

O meu maior problema é aceitar a morte dos outros, daqueles que me são próximos, e quando acontecem circunstâncias que colocam a hipótese na ordem do dia, tudo se transfigura, e o meu coração fica angustiado e apertado.

 

Porquê?

 

Porque a vida deu muitas voltas, teve caminhos e encruzilhadas que ainda não consegui partilhar. Porque as emoções que nos assolam ficam muitas vezes por dizer. Porque o distanciamento é tal, que não o consigo ultrapassar. Porque sei que me vou deparar com um muro, ou com alguém que não vai saber lidar com o que lhe posso transmitir e sinto.

 

Então, em vez de me angustiar, perante a possibilidade, ou melhor, a certeza de uma partida, que será sempre inesperada, onde ficará tudo por dizer, talvez deva reflectir, acerca da minha necessidade desta partilha, se ela será válida ou não e que há sempre a possibilidade de no silêncio de um simples abraço, tudo ser dito!!

 

 

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publicado às 11:48

O medo da mudança...

por o que procuro, em 01.04.08

Muitas vezes vivemos situações de vida angustiantes, quer devido a circunstâncias que nos são imputadas, das quais não temos culpa, quer devido a situações que nós próprios criamos...e eis que a angústia e o sofrimento se instalam de mansinho no nosso dia-a-dia, primeiro devagar, e olhamos para as situações que os causaram com a sensação de sermos capazes de as resolver, depois vão crescendo, até alcançarem uma proporção, que foge do nosso controlo, que nos minam por dentro, que nos fazem sofrer sempre cada vez mais, causando um mal estar cada vez mais insuportável...

 

Muitos de nós vão sobrevivendo com estes "pesos sobre as costas", como se de uma cruz insuportável se tratasse, que teimamos em levar até ao fim, apesar das oportunidades que surjem para aliviar o peso, para lidar com ele, para que nos seja menos insuportável...

 

Mas aliviar estes "peso, sofrimento e dor" implica encará-los de frente, dizer BASTA e arranjar coragem, para por vezes irmos ao mais profundo de nós, buscar um "emaranhado de dores", olhar para tudo isto e começar muito devagar a arrumá-los, de modo a que não nos doam tanto...

 

Parece tão fácil! Mas o medo desta mudança tolhe-nos os movimentos, o facto de conseguirmos viver neste quotidiano doloroso com a cruz às costas, faz-nos acreditar que não há nada melhor do que isto, que vivemos bem assim, ou pelo menos "dá-nos jeito" que assim seja!

Porque afinal, como será olhar para dentro de nós? O que vamos encontrar? Como iremos reagir, lidar com tantas coisas? E sobretudo como será o amanhã? Como será o outro EU mais liberto deste peso?

 

Pergunto-me: Será que não vale a pena descobrir? 

 

 

 

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publicado às 11:07


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