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E no dia em que ele decide finalmente sair de lá, eu não estou lá para ver.

 

Telefonaram-me ontem, de Lisboa, de um Centro Paroquial bem perto da minha casa, precisam de uma assistente social para fazer uma baixa de parto, no lar que possuem...

 

E eu aqui, a 3.000 km de distância, a fugir das pulgas...

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publicado às 08:37

As habilitações, a idade e a inexperiência

por o que procuro, em 29.06.10

Eis aqui catalogados três grandes parâmetros que nos fazem cada vez mais, estar afastados dos primeiros lugares no ranking daqueles que têm sucesso na procura de emprego...

Estar desempregado é mau, ter quase 35 anos, piora e a nossa inexperiência é determinante para o redondo:"depois entraremos em contacto" - que nunca acontece! Salvem-nos as formações, pós-graduações e mestrados, tirados no fio da navalha, a contar tostões, porque sabemos que a licenciatura hoje é insuficiente e as entidades patronais procuram pessoas com formação ao longo da vida, informadas e não estagnadas.

 

Contudo apesar do conhecimento teórico, falta-nos sempre o elo de ligação à realidade profissional, a prática, essa fabulosa prática que nos exigem quase sempre, seja em termos de tempo, um ano, dois anos, seja em termos de qualidade e/ou área específica de trabalho... Questiono-me sempre, se não me dão oportunidade de trabalho, como é que nós havemos de adquirir a tão flamigerada prática que nos exigem? Se até mesmo o Estado apenas nos permite realizar um único estágio profissional, com duração de 9 meses, muita vezes mais burocrático do que prático, com tarefas que pouco ou nada estão relacionadas com a profissão, havemos de adquirir prática de qualidade e válida para o futuro??

 

E a idade, o passar do 30, com uma licenciatura no bolso e a inexperiência no outro, é confuso, mais ainda quando antevemos já os 35, no virar do ano e continuamos com os mesmo bolsos, cheios de quase nada!

 

Imagem retirada daqui

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publicado às 13:33

A máquina burocrática

por o que procuro, em 20.04.10

Perante a necessidade de apresentar para a inscrição do meu filho numa creche, uma declaração que ateste a minha situação de desempregada, dirigi-me ao Centro de Emprego da minha área de residência.

 

Não fosse o facto de ter de me deslocar com o carrinho e a dita criatura em transportes públicos cheios, ter de tirar o ovo das rodas e deixar as ditas na recepção do centro de emprego, porque não têm rampas de acesso em lado nenhum e consequentemente carregar com o meu filho em peso com o ovo, acrescentando que as instalações estavam cheias de gente e não houve quem se dignasse ajudar-me, a não ser segurar-me a porta, até acharia piada ao que se segue...ou talvez não.

 

De seis em seis meses recebo um postal do IEFP onde me questionam acerca da necessidade em manter a minha inscrição activa, o qual deve ser devolvido no prazo de 8 dias, o que nem sempre acontece.

Desta feita, verificaram que o dito postal não tinha sido entregue atempadamente, o que anulou a minha inscrição, para que fosse possível entregarem-me a declaração que eu necessito, teria de fazer uma nova inscrição no centro de emprego, com outra funcionária. Assim voltei a aguardar e a segunda funcionária que me atendeu disse que não era possível inscrever-me porque eu não estou actualmente disponível para emprego, dado que tenho um filho a cargo, desta forma entregou-me a declaração com a data de 31 de março, data à qual estava disponível para emprego e com inscrição activa naquela instituição, que poderia ter sido feita pela primeira funcionária que me atendeu!!

 

Traduzindo isto para a prática, estive de pé num corredor, porque nem me atrevi a entrar na sala de espera, com a multidão que lá estava, entrei para uma sala, carregada com o ovo, sentei-me para ouvir dizerem-me isto, voltei a sair, fui à recepção pedir outra senha de atendimento de outra cor para fazer a inscrição, voltei a esperar... Chamaram-me para a mesma sala, mas para uma secretária ao lado, onde a segunda funcionária me diz que a primeira podia ter tratado de tudo e passou-me o malfadado papel... Saí coloquei o ovo com o meu filho nas rodinhas e maldisse este país, a máquina burocrática que nos impede de sermos tratados como gente e que nos faz passar por simples números de uma qualquer estatística que serve apenas para o Governo se vangloriar de que existe menos uma desempregada num ranking.

 

Como se EU alguma vez trabalhei num emprego para o qual fosse chamada por aquela Instituição!!! Lord!

 

 

 

Quanto ao post anterior, não há novidades, aliás, há, e que eu já sabia, tenho que arranjar um contacto ou dois de pessoas que querem comprar a bimby para poder receber os ditos livros de oferta... Este é também outro tema a germinar para um post....

 

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publicado às 12:28

Falar é tããão fácil

por o que procuro, em 06.11.09

Estou a preparar-me para uma prova escrita de um concurso público, no qual fui admitida, prova esta, sem conculta, cuja bibliografia recomendada é vasta.

Feita a pesquisa e retirado da net o que era possível, sobram obras, que estão em bibliotecas e afins.

 

Contactos feitos para saber da possibilidade de requisição, a resposta: ou é necessário um cartão de utilizador, que demora cerca de 10 dias úteis, ou noutra o pagamento de uma quota semestral de 17,50€! Ou nem sequer autorizam a entrada a pessoas que não estejam directamente ligadas ao organismo, ou então terão de ser recomendadas pelo director do centro de documentação.

 

Resta sempre, onde é possível, a leitura no local, dizem-me com um tom de voz animado!

 

Claro que sim, de obras com 300 páginas e acompanhada com uma criança de 6 meses, que palra sem fim!!!

Porque não!!! Já agora arranjm babysitter e um cházinho?

 

 

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publicado às 16:25

O marasmo

por o que procuro, em 03.11.09

Dou-me conta da consumpção a que resumi os meus dias, ou melhor, a minha vida. Um ciclo vicioso e reconfortante que deixei apoderar-se de mim, uma espiral que tem no centro a família, a minha casa e pouco mais...

 

Esqueci-me de mim, perdi-me neste caminho, por conforto, por comodismo, por medo!

Fiz opções, escolhas, que me levaram aqui, não sei se estou arrependida, se grata, se simplesmente perdida.

 

Tenho que me reencontrar, tenho que ir à luta, sair deste casulo em que me encontro...

 

Custe o que custar, mude o que mudar, só não quero que ninguém fique a perder, apenas me quero reencontrar...

Imagem retirada: http://thumbs.dreamstime.com/

 

 

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publicado às 17:03


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