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As discussões

por o que procuro, em 10.02.10

Hoje acordei com uma discussão dos vizinhos do lado, ela aos gritos com ele, trata-se de um casal de meia idade e pelo que me apercebo, ele está reformado há pouco tempo, pelo que passa muito mais tempo em casa, o que deve dar aso a estes conflitos.

 

As discussões num casal, são um fenómeno transversal, não se relacionam com a idade, estrato social, educação, na minha modesta opinião, tem mais a ver com as próprias pessoas, com o que nós somos, queremos da relação que temos e da maneira como lidamos e nos relacionamos com o outro.

 

Eu cresci no meio de discussões, desde pais e avós aos gritos uns com os outros (tenho episódios tão degradantes destes momentos na minha mente!) e no entanto devem-se contar pelos dedos das mãos as vezes que discuti com o meu marido, ao ponto de acordar os vizinhos, que me lembre, nunca, agora uma salutar troca de ideias e argumentos mais acesa, acho que deve existir em todas as casas.

 

O que me faz pensar é quando ultrapassa os limites do que é desejável, respeitável e admissível, na presença de terceiros ou dos filhos, cada vez que me lembro de ter visto numa superfície comercial um casal, cada um com seu filho ao colo a discutirem um com o outro sobre o que haveriam de comprar, não sou capaz de me esquecer da cara daquelas crianças, tristes e assustadas com todo aquele aparato.

 

Julgo que somos todos diferentes, mas haverá decerto formas mais adequadas de se conversar, discutir, o que seja, que não impliquem assustar os filhos, acordar os vizinhos ou simplesmente atrair os olhares reprovadores de terceiros...

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publicado às 14:39

Férias

por o que procuro, em 21.07.08

Chegaram os nossos primeiros 15 dias de férias..sim porque apesar de desempregada, só estou verdadeiramente de férias quando o marido está...sem obrigações, horários para cumprir...simply relax!

 

Apesar da manhã cinzenta (eu acho que foi por má vontade de todos aqueles que estão a trabalhar ), a praia valeu a pena, o estar junto é sempre mais importante!!

 

Por vezes na rotina do dia-a-dia, parece que apenas vivemos juntos, não se ESTÁ verdadeiramente junto de corpo e alma, numa partilha daquilo que se sente...

 

Por isso, esta semana vai ser aproveitada para isso...estar juntos

 

A próxima traz voos mais altos....depois conto

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publicado às 15:37

As consequências dos nossos actos

por o que procuro, em 27.05.08

Os actos que praticamos têm sempre uma dupla consequência, primeiro na nossa esfera pessoal, em nós próprios e depois na esfera pessoal dos outros (que intimamente partilham a nossa vida).

 

Portanto qualquer que seja a consequência daquilo que fizermos e dissermos, boa ou má, terá sempre esta dupla face e afectará não só a nós, mas aos outros também.

 

Coloca-se aqui a questão de perceber, até onde vai a minha liberdade em "fazer o que pura e simplesmente me apetece" se sei à partida que irei magoar a outra pessoa, ou que irá também sofrer a consequência dos meus actos.

 

"A minha liberdade termina, onde começa a liberdade do outro", este chavão sobejamente conhecido, afigura-se como uma Grande Verdade, não só na vida em sociedade, mas mais profundamente numa vida a dois...

 

Quantas vezes é preciso ceder? Quantas vezes temos de reflectir sobre os nossos actos, se sabemos que esse alguém irá "pagar" por eles, bem mais caro do que nós próprios?

 

De que valem os meus actos irreflectidos e desrespeitáveis, que me fazem sentir momentaneamente melhor, se depois, as consequências serão sofridas não só por mim, mas ainda mais pela contraparte?

 

Se sabemos à partida que um terá de tomar uma decisão que trará consequências dramáticas para os dois, vestimos a armadura e ambos nos preparamos para a enfrentar.

 

Mas se de repente, num acto de "puro umbiguismo" um se lembra de fazer qualquer coisa, sem "dar um aviso à navegação", fazendo com que o outro arqueie sofridamente com as consequências do seus actos, é completamente diferente.

 

A vida a dois exige por isso muita COMUNICAÇÂO e PARTILHA, essencial para mantermos "o nosso barco e a nossa Luz a navegar", mas sobretudo uma ponderação sobre todos os nossos actos. Entenda-se que esta ponderação não deverá abafar, toldar os nossos movimentos, ou impedir a nossa própria liberdade. Trata-se de assumir verdadeiramente um compromisso numa vida a dois, em que para paz de espírito, partilha e vivência feliz de ambos, os actos sejam falados, discutidos e ponderados, para que estejamos ambos prontos para os assumir e submetermo-nos às suas consequências.

 

 

 

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publicado às 09:39

O casamento

por o que procuro, em 16.05.08

"O casamento é como uma carta fechada, ninguém sabe o que lá vai dentro!"

 

Esta frase, repetida pela minha avó, comprovou ser uma grande verdade...

Cada um de nós, homens e mulheres, que se uniu ao outro, para supostamente construir uma vida em comum, sabe o quão verdade é esta frase. Mas também aqueles que mesmo não casados, observam, escutam, acompanham e amparam todos aqueles que o são, sabem que é uma grande verdade.

 

Cada casal é único, a vivência que faz do seu próprio casamento é também ela única.

Contudo, existe uma pedra basilar, o "toque de magia" que faz toda a diferença: a comunicação sincera...

 

É como se cada um de nós tivesse um baralho de cartas, e no namoro e após o casamento temos de ter capacidade de pôr as cartas todas na mesa, mostrar e abrir o jogo ao outro...

 

Nas dificuldades e adversidades, para que o outro, ao conhecê-las as partilhe, nos ampare para as resolver, e as enfrente connosco, e nas alegrias e felicidade, para que a sua partilha nos torne a ambos mais felizes...

 

Se guardarmos essas cartas para nós, o dia-a-dia vai fazendo crescer esse baralho de cartas, a rotina desgasta as relações, os problemas são guardados em cada um de nós, e são mais cartas que se vão somando às outras!

 

E das duas uma ou conseguimos viver serenamente com o nosso baralho de cartas crescente, sem nunca o partilhar (o que eu dúvido que dure muito tempo!), ou então, vamos juntando as cartas todas, até um dia em que já não temos lugar para as guardar e atiramos com elas ao outro, que poderá ou não estar disposto a partilhá-las!

 

Apenas partilhando e juntando todas as nossas cartas, conseguiremos construir um futuro conjunto, equilibrado, entre pedras e caminho plano, que nos leve juntos a "uma ditosa velhice"...

 

Falta-nos talvez ter uma maior consciência da necessidade dessa partilha.

 

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publicado às 16:12

Grande título este! eheheh

Isto a propósito de duas reportagens que ouvi e vi hoje...

 

A primeira foi na Rádio TSF, hoje às 11h da manhã, intitulava-se "Corpos sem Alma", na qual foram entrevistadas prostitutas e acompanhantes, para discortinar os seus modos de vida, as vivências da profissão, os problemas e entraves.

Algumas mulheres referiam que as suas profissões não se resumiam ao "sexo puro e simples", muitas delas, nomeadamente as acompanhantes afirmaram que tinham muitos encontros, onde apenas conversavam com os homens, ouviam os seus problemas (conjugais, sexuais ou outros) e tentavam solucioná-los...diziam que desempenhavam o papel de psicólogas, conselheiras, terapeutas....

 

A segunda reportagem, passou na SIC, às 21h30, "Donas de Casa Desinibadas", onde se mostrava um novo segmento de mercado dirigido às mulheres, com o intuito de melhorar o bem-estar, o prazer e a auto-estima da mulher e no fundo do próprio casal...

Mais uma vez a Directora Comercial da "Maleta Vermelha", que coordena as reuniões da "tupersex", referiu que os produtos vendidos têm como finalidade melhorar não só a vida sexual do casal, mas a comunicação entre ambos.

 

Eis-nos chegados ao cerne da questão, a comunicação, ou falta dela, que faz, no primeiro caso, um dos elementos do casal, procurar a resolução dos seus problemas fora do âmbito a dois e no segundo caso, a aquisição de determinados produtos, descobrir necessidades ou curiosidades sentidas desde sempre, no casal e nunca antes partilhadas...entenda-se tudo isto, quer por parte dos homens, quer das mulheres.

 

Alguém referia, nos média, que estamos a entrar na "Era do Umbiguismo", na medida em que só olhamos para o nosso umbigo, em que a partilha com o outro é resumida a quase nada, então quando se tratam de problemas e questões tão intimas como o sexo....a partilha é quase nula...

 

A questão que se coloca é que perante uma entrega quase total e tão íntima ao outro, na vivência do acto amoroso, as pessoas ficam mudas e inibidas no que toca a partilharem as suas ideias e fantasias, mas principalmente os seus medos e problemas neste campo.

Como se de uma concha se trata-se, que se abre em determinadas alturas e depois se fecha sobre si, quando na verdade, uma possível partilha de sentimentos e de problemas  poderiam não só beneficiar o casal, mas serem enfrentados por ambos no caminho de uma vivência plena a dois....

 

Toca lá mas é a comunicar e contar tudo, mas tudo o que nos vai na alma....se é para bem de ambos: Porque esperamos???

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publicado às 23:04


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