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Início das aulas

por o que procuro, em 17.09.13

Pequeno Simão já começou a semana passada a frequentar a escola das 8h50 ao meio-dia, esta semana já a tempo inteiro das 8h50 às 15h, fazendo uma refeição na escola. De frisar que ele tem quatro anos de idade.

 

Ontem, teve aula de educação física, sendo que teve de despir o uniforme e vestir o equipamento necessário (calções, t-shirt e uns ténis de pano).

Quando chegámos a casa e ele se mudou de roupa reparei que  a única coisa que estava bem, era a gravata e a camisa, coisas que ele não consegue vestir sozinho, pelo que precisou de ajuda para tal, o resto, ou estava do avesso, ou de trás para a frente, como as calças, sim...as calças de trás para a frente!

 

Ele leva a lancheira com o almoço, hoje fiz uns enrolados de massa filó, com carne e vegetais lá dentro, chegou a casa com metade do enrolado na lancheira, completamente atirado lá para dentro, só ele poderia ter feito aquilo, juntamente com o guardanapo. Traz a boca com uma mancha avermelhada a toda a volta, fruto de algum molho que o enrolado tinha...Sinal de que nem a boca lavou ou limpou no final de refeição.

 

Reconheço que são apenas três pessoas adultas na sala, entre professora e auxiliares e que tudo o que fuja à rotina da sala de aula, como o vestir e despir equipamento ou a hora da refeição devem ser momentos complicados e que o meu filho dificilmente pedirá ajuda para fazer o que quer que seja, nem tem iniciativa para determinados comportamentos como seja lavar as mãos e a boca no final de uma refeição, a não ser que seja solicitado veementemente para tal.

 

Fico sempre contrita quando me deparo com estas coisas, como se o meu pequeno filho (mãe galinha a falar) fosse entregue na selva e não tivesse instrumentos, nem meios para se desenvencilhar por lá.

Na realidade ainda não tem e há muito caminho a percorrer e muitas directrizes a dar-lhe, até que ele esteja não só integrado, mas com um comportamento mais cívico e polido, contudo sinto algum desamparo no outro lado, neste tipo de situações...

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publicado às 15:39

Carta aos Monstros que nos visitam

por o que procuro, em 04.09.13

Ex.mos Monstros,

 

Sei que a vossa visita nocturna ao quarto do meu estimado filho, apenas serve para estabelecerem uma forte amizade com ele, contudo, a pequena criatura do alto dos seus quatro anos, ainda não percebeu que V. Exas. criaturas ternurentas, felpudas, verdes azuis e amarelas, são amistosas e apenas pretendem brincar, pois que cada vez que vos pressente ou vos vislumbra, corre para a nossa cama, que como calculam foi feita para duas pessoas e não três.

 

Este facto tem ocorrido demasiadas vezes nestas últimas semanas, pelo que posso concluir que a vossa estratégia de estabelecer uma relação de amizade com o meu filho não está neste momento a surtir nenhum efeito.

 

Assim, venho apelar a que mudem de estratégia, talvez mandarem uns monstros menos coloridos, mais risonhos e menos dados a gritos, ou simplesmente aparecerem nos sonhos dele e construírem legos juntos, ou descerem com ele no escorrega gigante com que ele sonha quase sempre.

Porque se continuam a assustá-lo a cada noite que passa, não só cresce o medo que ele já sente por cada um de vós, como aumenta drasticamente a possibilidade de eu vos esperar a cada noite, com uma rede de "caça monstros" e não vos deixar mais entrar nesta casa, fruto do estado de cansaço que prevejo atingir muito em breve que me fará perder o equilíbrio mental e físico, já por si debilitado.

 

Agradeço desde já a vossa melhor atenção às minhas recomendações.

 

Atentamente,

 

Uma mãe com poucas horas de sono...

 

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publicado às 17:42

Deve ser do calor

por o que procuro, em 19.07.13

Chegámos os dois a casa por volta do meio dia, sua exa. não se quis descalçar, sentou-se no sofá.

 

Fui tratar do almoço, quando saio da cozinha, tinha tirado os sapatos em cima do sofá, eram quilos de areia em todo o lado e não estou a exagerar, sofá, chão, um rasto de areia...
Levei-o para o quintal, fui buscar o pó de talco, tirei-lhe as meias, até no meio dos dedos tinha areia, pus-lhe pó de talco, saiu tudo, voltou para dentro e quis o pó de talco, disse-lhe que não, coloquei-o em cima da bancada da cozinha, vim para a sala.

 

Sai ele da cozinha disparado, todo branco, imaginam, não imaginam?

 

Entretanto diz que não quer almoçar, quer só bolachas, pois, então não?!

 

Foi buscar as tintas para pintar, disse-lhe que estavam secas que temo de ir comprar mais, quando viermos de férias.

Não contente abre o frasco da tinta preta, aperta com toda a força a olhar para o buraco da tampa, saiu um resto de tinta.

Acabei de estar 10 minutos na casa de banho a tirar-lhe tinta dos olhos e a mudá-lo de roupa.

 

Vou pôr a máquina a lavar a roupa, ele ficou lá em cima, está muito calado, já imagino que virá aí a seguir.

 

Ainda só são 13h50...

 

Entretanto o vizinho com três criaturas pequenas, grita como se não houvesse amanhã, para estarem quietas.

 

Estas temperaturas a rondar os 30ºC por aqui, há quase três semanas, andam a fazer mal a algumas cabeças mais pequenas, só pode... 

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publicado às 13:44

Esgotada

por o que procuro, em 03.07.13

É como me sinto, psicologicamente esgotada, o ser mãe 24h por dia, ao fim de um ano e muito poucas pausas pelo meio está a deixar-me extenuada.

Ele está insuportável, provoca até não poder mais, põe à prova, não faz nada que se lhe peça à primeira vez, nada! Tem que se tudo negociado, que por vezes acaba em tom autoritário, quando não é no castigo ou com a palmada no rabo.

 

A chegada do mais novo da família, veio destabilizá-lo, julgo que são ciúmes pela atenção que lhe estamos a dar, longas conversas pelo skype, que nem sempre acabam da melhor forma.

A minha sogra ficou chocada com o comportamento dele, perguntou-me se ele era sempre assim e como é que eu aguento?

Pois não sei, a muito custo e por conta da minha fraca estabilidade psicológica.

 

O ideal era passar um fim-de-semana "sem filho", mas na impossibilidade de isso acontecer, já só peço as férias.

Se bem quem com o que ele tem demonstrado até aqui, não antevejo nada de bom, vais ser ainda mais irrascível e mal comportado para chamar atenção e por muito que eu descanse um pouco sobre quem me rodeia, nomeadamente os avós e a madrinha, não me posso demitir da minha posição de mãe.

 

Ainda faltam decorrer alguns dias até irmos e tenho que arranjar coragem para isso, mais o que poderá ainda advir...

 

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publicado às 15:14

Gosto de o ter só para mim

por o que procuro, em 11.06.13

Sorrio quando o ouço logo pela manhã: "Mãe, deita aqui ao pé de mim!"

Gosto do cheiro do pescoço dele, de ele se abraçar ao meu pescoço com força, como se não quisesse separar-se.

 

Há ainda aquelas manhãs em que se enfia na nossa cama, caladinho, enconsta-se contra mim e sinto-lhe o calor do corpo pequeno.

"Mãe, deixa deitar na tua gaguiga" e deita-se em cima de mim, por escassos segundos, só nossos.

 

Gosto dos "mimimos e bêjos" dados sem fim ao longo do dia, gosto mais ainda de lhe dar beijos infinitos.

Porque sei que um dia pedirei um beijo e ouvirei um "ó mãe" chateado e provavelmente acompanhado de um revirar de olhos.

 

Porque sei que ele há-de voar, para longe, para um mundo só dele.

Por isso hoje gosto muito de o ter só para mim.

 

 

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publicado às 16:52

Obra de arte

por o que procuro, em 29.05.13

Entro na sala e vejo a toalha das mãos, que costuma estar na cozinha, muito esticadinha no chão.
Achei suspeito, questionei o meu filho acerca daquilo.
Responde-me: -É para ficar assim, no chão, assim.

 

A resposta ainda menos sentido me fez, pedi-lhe para apanhar a toalha, que eu levava para a cozinha:
-Nâo, mãe, agora fica assim, aqui no chão...

 

Pior! Mas fica aqui assim porquê? - retorqui eu.

Porque eu escrevi! - responde-me ele, encolhendo os ombros e a olhar para mim com os olhos de quem sabe que fez asneira e está a encobrir.

 

Exprimi um :- Ah!, escreves-te no chão e agora ficar aqui a toalha a tapar a obra de arte?!
- Sim, mãe, é isso, obra de arte...

 

Esbocei um sorriso e lá lhe fiz tirar a toalha do chão, o risco era pequeno, teve de o limpar com uma das toalhitas multi-usos para limpeza da casa, que tenho sempre por aqui, por causa destas e outras "obras de arte"...

 

No fim ouvi um "Ah! Muito melhor agora!"

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publicado às 17:52

Carente de estar com os outros

por o que procuro, em 11.01.13

É como sinto o meu filho, cada vez que cá vem alguém a casa quer fazer mimos, dar a mão, estar com as pessoas, brincar, mostrar os binquedos todos.

 

Custa-me imenso vê-lo assim, porque sei que a presença dos pais por vezes é insuficiente e que para além da creche, na qual está diáriamente, necessita de mais convívio com os outros, sejam crianças ou adultos.

 

A falta que faz o resto da família e os amigos, a cada fim de semana, a cada final de dia, sempre por perto, sempre presentes, para o verem crescer e colmatar este sentimento de falta...

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publicado às 16:40

Como começar bem o ano.

por o que procuro, em 02.01.13

Ponha-se uma mãe acabada de tomar banho à procura da roupa para vestir, o pai já despachado a tentar vestir a pequena criatura.

Esta última coloque-se na cama dos pais, aos pulos, a tentar esconder-se por debaixo da roupa e o pai a tentar vesti-la.

 

Ouça-se um barulho estranho seguido de um choro forte e de um pai alarmado. Largue tudo o que está a tentar encontrar, vá buscar gelo e ouça o pai aflito: ele fez sangue, ele fez sangue.

 

Tente acalmar as hostes (tarefa árdua!) chame um táxi dirija-se às urgências mais próximas. Seja atendido em menos de 5 minutos, por uma enfermeira sábia e serena que faz o curativo e minimiza a situação, regresse a casa a pé, sob o sol e o frio pungente.

 

Beba um copo de vinho e coma camembert gratinado no forno e pense que apesar de tudo, nem foi tão mau como parecia.

 

Respire fundo, aproveite o resto do dia e reflicta que ainda restam muitos mais dias para gozar da tranquilidade.

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publicado às 08:51

Incongruências

por o que procuro, em 02.11.12

O meu filho está há cerca de uma semana com tosse, hoje piorou bastante, tendo tido uma crise brutal, que durou mais de uma hora, com direito a vómitos e falta de ar.

Telefonámos para a clínica e fomos recebidos por um médico ao final do dia.

 

Primeiro perguntou-nos o que ele tinha, mediu-lhe a febre, seguiu-se uma observação minuciosa aos ouvidos, garganta, palpação, auscultação.

Conclusão: não tem os pulmões afectados, nem os ouvidos, apenas uma ligeira vermelhidão na garganta provocada pela irritação da tosse.

Aconselhou-nos a passar numa farmácia e solicitar um xarope para a tosse e umas pastilhas que ele pudesse chupar, para a garganta.

Contudo para observarmos como evoluia a situação e em caso de necessidade contactar a clínica.

 

Devo dizer-vos que não me senti reconfortada, a criança teve outro ataque de tosse no consultório, fica tão vermelho e com os olhos a quererem saltar das órbitras que até assustava e o médico só me aconselha, nem receitou, um xarope para a tosse!?

Demos o benefício da dúvida e o marido foi à farmácia, veio com um xarope para a tosse seca à base de glicerina, quando ele tem tosse com expectoração porque era tudo o que havia adequado à idade dele.

Fiquei desanimada!

Ele continuava a tossir desalmadamente!

 

Acabei por enviar um sms à pediatra dele, em Lisboa, às 19h30 da tarde, respondeu-me a dizer que a mensagem estava ilegível!

Liguei-lhe, expliquei-lhe o que se passava, disse-me que por cá é normal, aconselharem apenas medicação mais natural e de retaguarda, os medicamentos mesmo e antibióticos são apenas receitados quando as situações verdadeiramente o exigem.

Tinha cá em casa um antialérgico e descongestionante do tracto respiratório superior, que tinha trazido de Portugal, em consequência de uma episódio anterior semelhante a este, disse-me que o podia administrar durante uns dias e acompanhar o evoluir da situação.

 

Conclusão: tomou o xarope, um supositório para a febre e está a dormir calmamente, desde as 20h30, sem tosse!

 

Não defendo que se deva administrar mediação quando ela não é necessária, mas nem todas as situações se resolvem com simples chá, xarope genérico para a tosse à base de glicerina e umas pastilhas para a garganta! Neste caso acho que se trata de uma crise alérgica (quem sai aos seus...) e precisava de outro tipo de medicação.

 

Digo-vos que não há dinheiro que pague a atenção e disponibilidade da pediatra 5* que o meu filho tem!

Infelizmente, julgo que por cá, estas situações de doenças ditas normais e próprias de época são tratadas com muito ligeireza (à semelhança de quase tudo: "don't worry, be happy!") depois com o evoluir da situação e se justificar volte, como se esperassem por um desenrolar da situação que realmente justifique uma actuação médica, que até ali se revelara desnecessária e foi apenas solicitada por uma mãe demasiado preocupada com a sua cria.

E logo eu, que raramente vou ao médico, mesmo com o meu filho é preciso que a situação o exiga MESMO, mas ainda assim, é demasiado para os padrões ingleses...

 

Desejem-me um bom fim-de-semana!

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publicado às 21:32

Ainda a creche

por o que procuro, em 26.09.12

O Simão continua a não estar perfeitamente integrado na creche, está no mesmo grupo do ano passado com as mesmas educadoras, fica bem, mas quando o vou buscar vem a chorar, farto-me de o questionar se aconteceu alguma coisa diz-me sempre que não. Ontem foi ao contrário, não queria ficar, chorou agarrado a mim.

 

Ele ainda não fala explicitamente e apesar de ser eu a pessoa que melhor o entende, ainda há muita coisa que me é imperceptível, acho que isso também não ajuda, ele não se faz entender, não verbaliza o que sente, nem o que o apoquenta. Menos ainda com o pessoal da escola e com as outras crianças, dado que não fala inglés.

Sempre achei que o facto de não falar a língua inglesa, para ele, não fosse uma barreira, mas à medida que o tempo passa, dou-me conta de que não é tão simples quanto parece, porque a linguagem é sem dúvida o meio primordial de comunicação entre todos, sendo utilizada pelas educadoras para com eles e se eles não conseguem perceber, nem responder, perdem-se naquilo que estão a tentar vivenciar.

 

Ás vezes questiono-me de como reagiria um adulto, ao ser entregue ao cuidado de terceiros desconhecidos e sem perceber ou falar uma única palavra do que lhe seria dito, se seria capaz de aceitar o desafio, dias e meses seguidos...

 

Depois há toda uma forma de estar e de organização às quais não estamos habituados, as crianças apesar de pertencerem a um grupo e terem duas educadoras adstritas, circulam muito à vontade pelo recinto, pelas várias actividades e nas casas de banho, o que parece ser muito benéfico, acaba por não ser, neste "cada um por si", os acidentes acontecem e ninguém vê, além de satisfações de necessidades básicas, sem qualquer tipo de acompanhamento, se é que me faço entender!

 

Se ao princípio me senti reconfortada com o facto de ele ficar lá durante umas horas, à medida que o tempo passa e que vou tendo mais conhecimento da realidade e da forma como as coisas funcionam, sinto menos esse sentimento e começo a achar que ainda bem que ele não fica lá mais tempo.

 

Tenho saudades da Fundação D. Pedro IV - Casa da Junqueira, do pessoal que lá trabalhava, da segurança que sempre me transmitiram, da partilha, do apoio e acompanhamento incondicional, houve desacordos, situações mais complicadas, mas nunca me senti insegura ou receosa pelo facto de lá deixar o meu filho, já aqui...

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publicado às 10:00


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