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1, 2, 3 som! Som!

por o que procuro, em 05.08.14

A minha audição tem sofrido ao longo da minha evolução, começou por ser perturbada com otites internas, o que foi solucionado com uma cirurgia para colocação de drenos, ainda durante a infância. Seguiram-se otites e um acompanhamento próximo, desde sempre.

 

Agora foi-me diagnosticado eczema no ouvido direito e durante o tratamento, senti perda de audição.

Hoje após a consulta e teste audiométricos, chegou-se à conclusão que a sinusite de que sofro anda a fazer das suas.

 

Nova medicação, nova consulta para daqui a seis semanas.

O tempo aqui não ajuda nada, tenho tido em média uma a duas crises fortes de sinusite durante o ano, desde que aqui cheguei, o problema é mesmo o corrimento nasal constante sempre, pára apena em dias mais quentes e secos, o que por aqui é uma raridade, pelo que isto acaba por sobrecarregar todo o sistema nasal e auditivo.

 

Eu sei que são males menores, sem consequências gravosas, mas não deixam de ser chatices, esta perda de audição então, tem sido complicada para mim, porque faço um esforço acrescido para conseguir perceber e falar inglês com quem me rodeia, agora se não consigo ouvir as pessoas, pior um pouco!

 

Mas como o otorrino me disse hoje: havemos de lá chegar!

 

 

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publicado às 18:53

Dias de cão

por o que procuro, em 30.07.14

As coisas lá no trabalho complicam-se, algumas pessoas em férias, sendo que o trabalho tem de aparecer feito na mesma, claro que acaba sempre por acrescer ao trabalho de quem está.

 

Mas fruto da irresponsabilidade ou talvez falta de carácter, não sei qual dos dois assenta melhor na personalidade de algumas pessoas que ali desempenham funções, quando o trabalho é muito, resolvem tudo de uma forma muito simples, um telefonema matinal para a entidade patronal a alegarem uma qualquer indisposição e eis que estão dois ou três dias ausentes.

 

Só hoje entre pessoas de férias e faltosos eram menos quatro colegas e obviamente que às 11h30 o restaurante abre portas, com os balcões prontos a servir comida  e pessoas sorridentes para atender, independentemente do número de pessoas que estiverem a trabalhar!

 

Há alguma entreajuda e trabalho de equipa, sem dúvida, mas mesmo assim chega a ser insuficiente perante a falta de meios humanos.

Na verdade, acreditei que com as férias escolares o afluxo de pessoas, clientes entenda-se diminuísse, pelo menos foi o que comentaram comigo, contudo não é o que se está a verificar!

 

Espero que com a chegada do mês de Agosto as coisas acalmem um bocadinho, porque a continuar assim, julgo que chego à exaustão...

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publicado às 18:22

Fim de semana espectacular!

por o que procuro, em 29.07.14

Começou no Sábado, com um churrasco na nossa casa, pusemos mesa e cadeiras no jardim das traseiras, seis adultos e três ciranças, sentámo-nos por volta das 14h e levantámo-nos da mesa já passava das 19h!

Entre comida e bebida as conversas fluiram, há muito que não estava assim, entre amigos, sem olhar para o relógio, aproveitar o bom tempo, foi óptimo realmente.

 

No Domingo, celebrámos 12 anos de casamento, Bodas de Seda!

Fomos à Missa, porque afinal, é lá a sede própria para agradecer!
Deixámos o Simão muito bem entregue (Obrigada N. e P.!) e seguimos para um almoço no restaurante do Esseborne Manor Hotel.

 

Esseborne Manor Hotel

 

Um sítio traquilo, muito bonito, onde almoçámos divinalmente.

Digo-vos gostei muito do dia do meu casamento, inesquecível que foi, pelos mais variados motivos, mas estas celebrações a posteriori, são muito mais serenas e gratificantes!

 

Venham mais fins de semana entre amigos!

 

 

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publicado às 16:56

Deambulações sobre o meu local de trabalho

por o que procuro, em 09.07.14

Trabalho num restaurante self-service de uma empresa multinacional, onde trabalham cerca de 6000 pessoas.

Destes quase oito meses a desempenhar funções, atrás de um balcão ou na caixa, vou-me dando conta do que acontece à minha volta.

 

  • Bebem coca-cola como quem bebe água (literalmente), tenho colegas que trazem à segunda-feira uma caixa cheia de latas da dita, colocam no cacifo e bebem ao longo da semana, atenção que há água filtrada à disposição!
  • Comem imenso piri-piri, em flocos, em molhos, fora o Tabasco sempre à disposição, mas isto de forma generalizada, quer colegas, quer clientes.
  • A base da alimentação por aqui são fritos, o pequeno almoço então, compõe-se de salsichas fritas, pão frito, bacon frito, ovos estrelados, uns triângulos feitos de batata, também eles fritos, a somar ao prato já composto, acrescentam uns feijões brancos estufados em molho de tomate.
    Mas invariavelmente à hora de almoço haverá batatas fritas, entre outros pratos confeccionados desta forma.
  • As pizzas têm muito menos recheio do que estamos habituados a ver por Portugal, a base é a mesma: tomate e queijo, mas tudo o resto é sempre muito insípido, isto mesmo em cadeias de restaurantes conhecidos e semelhantes ao que existem por aí.
  • Em consequência da alimentação e das bebidas que ingerem, arrotam de qualquer forma e em qualquer local, como se fosse perfeitamente normal, isto entre homens e mulheres, sem distinção.
  • Já num outro nível, reparo que há muitas pessoas jovens a trabalhar, a tempo inteiro, que acabam o ensino obrigatório e não seguem para a faculdade (como em Portugal), mas que exercem logo uma actividade profissional e estamos a falar de prestação de serviços sem grande evolução de carreira, mas que parece ser satisfatório para muitos deles.
  • Além dos jovens há pessoas de meia idade, com sessenta e setenta anos, ainda a trabalhar, não tenho noção da idade da reforma, nem sei como funciona o sistema de descontos por cá e de retribuição na idade dita pós-laboral, mas constato que muitos deles (homens e maioritariamente mulheres) trabalham por necessidade.
  • Sem contar com os emigrantes, somos imensos, entre polácos, portugueses, moldavos e outros de quem nem conheço a nacionalidade, poucos são os ingleses a trabalhar na empresa que presta os serviços de refeição e explora os cafés espalhados pelos seis edíficios da multinacional.

 

Estas observações, tratam-se disso mesmo, da minha percepção da realidade, sem base em qualquer estudo ou dados empíricos, são constatações e comparações que eu faço, por contraponto ao que verificava em Portugal.

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publicado às 09:13

Será sexta-feira o melhor dia da semana?

por o que procuro, em 04.07.14
Acordei às sete da manhã, tomei duche, aviei duas lancheiras, tomámos o pequeno almoço, acabámos de nos arranjar fui pôr o mais novo à escola.
Vim para casa, fiz a cama dele de lavado, arrumei o andar todo de cima, limpei o pó e pus a máquina a lavar roupa, fui trabalhar.
Estive no trabalho das 10 às 14 sem me sentar, nem qualquer pausa.
Regressei a casa, almocei, fui buscar a pequena criatura à escola.
Novamente em casa, estendi a roupa, peguei no aspirador. Aspirarei o andar todo de cima, limpei a casa de banho, seguiu-se o andar de baixo, aspirado e chão lavado. Tudo isto intercalado com muitos: "Mãe, quero comer mais alguma coisa!"
Findas as limpezas, metemo-nos no carro e fomos ao supermercado fazer as compras semanais, o marido foi lá ter, já regressado do trabalho.
Viemos para casa, marido deu banho eu adiantei jantar, apanhei roupa e pus mais uma máquina a lavar.
Jantámos, meti o mais pequeno na cama, retirei qualquer marca de maquilhagem do rosto e sentei-me finalmente no meu sofá!
Agora a máquina já acabou, acho que a vou estender cá dentro e vou deitar-me.
E agora sim, pode começar o fim de semana!

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publicado às 21:40

Coisas que só a mim.

por o que procuro, em 23.05.14

Ao fim de almoço, pus roupa na máquina de lavar, carreguei no botão, a máquina não deu sinal de vida, olhei, remexi, voltei a carregar...nada...

 

Pensei: "quase de certeza que está desligada da ficha, porque ela de vez em quando mexe com o peso da roupa lá dentro".

Deixei-a ficar, à espera que os braços do marido, bem mais capacitados de força do que os meus, chegassem a casa para a tirar do sítio.

 

Marido chega a casa, disparei logo com rajada certeira: "temos um problema, a máquina de lavar roupa não está a funcionar, temos que a desviar para perceber se é da ficha."

 

Ele muda de cor, tira o casaco, veio logo ver do que se tratava, carrega no botão on/off e a máquina arrancou!

Fiquei atónita, pergunta-me ele, se eu estava a carregar no botão certo.

Pois obviamente que não, não carreguei no botão certo!

 

O que se chamará a isto? Uma noite mal dormida? Cansaço? Ou primeiros sintomas de senilidade?

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publicado às 18:49

Coisas de cá

por o que procuro, em 13.05.14

O meu filho faz anos no Sábado, hoje perguntei se podia levar um bolo de aniversário na segunda-feira, para os colegas lhe cantarem os parabéns e um saco com doces para cada um deles.

 

A resposta da professora foi que não estão autorizados a darem nada às crianças que venha de fora da escola.

Por isso se quisesse podia trazer e dar do lado de fora da sala, para os pais terem a possibilidade de escolha se não quisessem que os filhos comessem.

 

Fiquei atónita e profundamente decepcionada, obviamente que não me faz sentido nenhum ir com um bolo para trinta crianças para a escolha, para dar uma fatia a cada miúdo no fim da aula, sem se aperceberem sequer do propósito disso.

 

E já vi tantas crianças a distribuírem saquinhos de doces aos outros miúdos à saída da sala, mas sempre do lado de dentro, que subentendi que era possível fazer o que eu pretendia, estava redondamente enganada.

 

Bem sei que são hábitos e culturas diferentes e que já lá vai o tempo eu que levava um bolo para a creche de manhã, ia lá ter à hora do lanche e ainda cantava os parabéns ao meu filho e tirava fotos com os amiguinhos dele, agora vivo cá e tenho que me habituar a esta forma de estar, mas a decepção e a tristeza, ninguém me tira...

 

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publicado às 09:20

O porquê do segredo??

por o que procuro, em 29.04.14

Não entendo porquê que as pessoas escondem situações, algumas graves e preocupantes, partilham-nas à boca pequena, porque "não querem que se saiba".

 

O que temem?

 

Os comentários? A pena? A malvadez dos outros?

Que importa tudo isso quando estamos perante situações difíceis e sofredoras?

 

E todos aqueles que se preocupam, que se importam, que gostariam de prestar apoio ou simplesmente dizer: estou aqui?

Como fazem, se supostamente "não sabem"?

 

Não valerá mais um abraço ou uma presença sentida de alguém ao nosso lado num momento de dor, do que os milhentos comentários sarcásticos ou de lamento de pessoas mal-intencionadas?

 

Não acredito que a pessoa se vitimize ao falar abertamente por aquilo que passa, procura sim apoio e conforto, por parte daqueles com quem partilha, percebo que não sejamos todos capazes disso e talvez daí estre constrangimento num diálogo acerca de tudo isto.

 

Resta-me rezar à distância e manter as pessoas no meu pensamento diário, como tenho feito até aqui...

 

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publicado às 22:21

Precisam de renovar ou fazer o cartão de cidadão e estão a viver no Reino Unido?

 

Devem fazer uma marcação no Consulado Geral Português em Londres, dirigirem-se lá no dia e hora marcado.

 

Posteriormente deverão esperar cerca de 10 dias úteis pela carta com o PIN, dado que a mesma é elaborada em Portugal e depois reenviada para a vossa morada cá! Quando tiverem em vossa posse a carta com os ditos, deslocam-se novamente ao Consulado em Londres com a referida carta, para o levantamento do cartão de cidadão.

 

Atentem às advertências disponibilizadas no site do Consulado, para o levantamento do cartão de cidadão:

 

Ou seja, o Consulado está fechado nos feriados portugueses e ingleses, não há garantias de que obtenham senha para o levantamento do cartão no dia que se deslocarem ao Consulado, mais, apesar de conseguirem uma senha, pode ainda estar sujeito a demora por "dificuldades de ligação informática".

 

Já tinha lido relatos, em blogues de portugueses por cá, do filme de terror que era o Consulado Geral de Portugal em Londres, mas nunca me tinha deparado com nada disso, agora dada a necessidade dos homens cá de casa renovarem o cartão de cidadão, confrontei-me com isto...

 

Agora se pensarmos que teremos de perder dias de trabalho e o meu filho de escola, pagar cerca de 47£ em viagens de comboio para nos deslocarmos só uma vez, para tratar de burocracias, ainda por cima, sem garantias nenhumas de que decorram com normalidade, devido à desorganização dos serviços, ou mesmo falta deles!

 

Com cada vez mais portugueses a residirem no estrangeiro, questiono-me para quando uma revisão do funcionamento e procedimentos destes organismos públicos portugueses no estrangeiro?

 

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publicado às 16:31

Não estar ninguém do outro lado.

por o que procuro, em 07.04.14

Falo com a minha mãe, normalmente uma vez por semana.

 

Este Sábado não ligou, no Domingo também não, olhei para o relógio já eram vinte e duas horas, achei que ainda ia a tempo, o telefonema acabou nas mensagens, ninguém atendeu.

 

Hoje de manhã nova tentativa, às nove e meia, às dez, acabei por ligar para os dois telemóveis, continuava sem ninguém a atender.

 

Comecei realmente a desesperar! A ficar com o coração muito apertado a imaginar cenários danstescos, aos quais o meu marido ia dando calmaria.

 

Acabei por voltar a ligar agora, às doze e trinta, finalmente veio ao telefone, entre um fim de semana em casa de uns amigos e uma manhã na cama, ninguém ouviu os telefones...

 

Respirei de alívio!

É muito difícil lidar com esta ausência, a distância, o não saber como é que as pessoas estão, se aconteceu alguma coisa.

Este é o reverso da medalha visivelmente mais atroz e doloroso de emigrar: o estar longe da família, a possibilidade de acontecer alguma catástrofe e não estarmos por perto.

 

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publicado às 12:41


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