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Crise: económica, social ou pessoal??

por o que procuro, em 26.03.09

Já nos apercebemos que o velhinho modelo económico, que se traduz num mercado livre que se auto-regula, se desmoronou, seguindo-se uma perturbação profunda de toda a estrutura assente neste pilar, ou seja, a sociedade, tal como a conhecemos e temos, à frente dos nossos olhos, a tão flamigerada crise, ou recessão.

 

Questiono-me se esta crise, não terá tido início nas próprias pessoas, nos seres humanos, que vagueiam por aí, desde aqueles que tomam decisões ao mais alto nível, até ao simples EU, que pensa fazer pouca diferença neste "mundo global".

 

Vivemos na época do imediatismo, do aqui e do agora, não temos tempo para nada, a não ser a satisfação imediata das nossas necessiadades (verdadeiras ou relativas, criadas por nós, ou por este sistema) e à dedicação daquilo que consideramos importante (para o nosso umbigo)...e mesmo assim!!!

 

Entrámos numa crise de valores, de princípios, de respeito por nós próprios, pelo outro, pela sociedade, no limite:pelo planeta.

 

Tudo é realizado com vista a esta satisfação imediata da vontade, grande parte das vezes sem responsabilidade por aquilo que se faz, por uma entrega, eu diria mesmo, pelo prazer de se realizar algo, que não só vá de encontro às nossas expectativas, mas para ficar "bem-feito"! Isto verfifica-se em todo o lado, mas o mais comum é nos próprios locais de trabalho, rara é a personagem que faz alguma coisa com "cabeça, tronco e membros", sem necessidade de ser supervisionado, corrigio e alterado.

 

Repare-se, se é assim, numa actividade pela qual somos pagos para concretizar, que fará no resto??

 

Bom o resto, fica para quando eu posso, quero e mesmo assim, feito de má vontade, a correr, ou simplesmente, deixado ali num cantinho, à espera que melhores dias cheguem, à espera que eu tenha tempo para...

 

E se entretanto há quem conte com a tua presença, auxilio e colaboração??

 

 - Que é que isso me interessa???

 

 

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publicado às 16:58

É possível mudar!

por o que procuro, em 03.03.09

Há pessoas que nos rodeiam assoberbadas de problemas, angústias, histórias de vida complicadas, com muita culpa, submissão e uma auto-estima inexistente, que os torna, nuns autênticos mártires e vítimas das sua própria existência!

 

São histórias infindáveis de problemas diários, que escutamos atentamente, que tentamos aliviar de alguma forma, sobre os quais muitas vezes conversamos, ou perdemos algum tempo precupados, mas que constantemente se remetem para as velhinhas frases: "estou farta disto";  "ninguém quer saber"; "já não dá mais"; "desisto"; "qualquer dia faço e aconteço"...entre tantas outras...

 

Queremos realmente acreditar que algum dia terá um fim, que a pessoa irá pegar a sua curta vida, entre mãos e fazer alguma coisa para a mudar, para viver um dia-a-dia menos penoso...

 

Mas passam dias, semanas, anos e nada! Nada muda, chegam a cair no descrédito, ao ponto de quem partilha as situações perguntar:" Mas ainda acreditas nisso?"

 

Eu QUERO acreditar que é possível, quero acreditar que todos temos uma palavra a dizer sobre aquilo que acontece à nossa volta!

Quero acreditar que é possivel fazer mudança, alterar comportamentos, sair do marasmo em que as pessoas vivem, independentemente de não agradar a quem está à nossa volta, que espera a a submissão...

 

Eu quero acreditar que amanhã, quando o telefone tocar, alguma coisa do outro lado mudou...

Eu, ainda acredito!

 

 

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publicado às 17:25

O "chico-espertismo" português

por o que procuro, em 18.02.09

Acabei de ter uma conversa "sui generis" com o meu marido à hora de almoço.

 

Parece que um colega de trabalho meteu conversa, para partilhar as astúcias que se podem realizar com a licença de paternidade, senão vejamos: quando foi pai pela primeira vez,  gozou a licença de paternidade, ou seja, 3 meses em casa.

 

Pergunto eu: Mas a esposa não teve direito à licença?

 

Não, porque a senhora trabalhava a recibos verdes para o ESTADO, assim, a superior hierárquica decidiu que lhe pagariam os meses que estivesse em casa com o recém-nascido, apesar de não estar a trabalhar.

 

Na minha inocência: então receberam dos dois lados e ficaram os dois em casa!

 

Não! Chega a ter mais uns laivos de malvadez, o colega não ficou em casa os 3 meses, foi trabalhar, ou seja, recebeu a licença de paternidade da segurança social, por ter estado supostamente em casa, a entidade patornal, pagou os vencimentos porque ele esteve a trabalhar durante esse tempo, e a esposa ainda recebe, pelo tempo que esteve em casa!!

 

Ora digam-me lá se isto não é astucioso???

   

 

Surgem-me aqui, algumas questões:

  • Como é que a entidade patronal concorda com isto?
  • Não houve ninguém, por parte da segurança social, que fosse verificar que realmente a pessoa estava em casa, a gozar a licença de paternidade?
  • Ainda existe a supina lata, por parte da pessoa de partilhar estas artimanhas!?

O meu maior problema, é saber que este, decididamente não é CASO ÚNICO, haverá milhares por esse país fora, com licenças de paternidade, RSI e afins, a ludibriarem o sistema!

 

E infelizmente, com os maus exemplos que vêm de cima, as pessoas acham-se no direito de terem estas atitudes!!

 

DECIDIDAMENTE, SINTO-ME DESLOCADA NESTE PAÍS!!

 

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publicado às 13:50

Um mundo selvagem

por o que procuro, em 24.09.08

Hoje recebi um e-mail de uma amiga, que me fez pensar, transcrevo-o:

 

"Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo. Ele fugia com medo da feroz predadora, mas a cobra não desistia. Um dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:
- Posso fazer três perguntas?
- Podes. Não costumo abrir esse precedente, mas já que te vou comer, podes perguntar.
 - Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.
- Fiz-te alguma coisa?
- Não.
- Então porque é que me queres comer?
- Porque não suporto ver-te brilhar!
 
E é assim .... diariamente, tropeçamos em cobras!"

 

 

Realmente, acho que acaba por ser verdade, este última parte, de que diáriamente tropeçamos em cobras.

Este é sem dúvida um "mundo cão" ou uma "selvajaria", onde dificilmente se aceita que alguém "brilhe", o que se traduz em ser feliz, ser alegre, estar sempre com um sorriso nos lábios e boa disposição, é visto com inveja, vem logo a perguntinha da praxe: "o que te aconteceu para estares tão bem disposto??" ou ainda o famoso: "porquê esse sorriso?"...

 

Possuidores de um pensamento medíocre, é assim que defino essas outras pessoas, essas cobras em quem tropeçamos diáriamente e contra quem lutamos, que não toleram o brilho dos outros e acabam por se vitimar perante a vida, não a suportam, vivem-na com sacrificio, má disposição, sem alento, nem alegria...

 

Todos temos problemas, ninguém vive num mar de rosas, este mundo é uma selvajaria para qualquer um, mas a diferença está em ser pirilampo....ou transformárm-nos em simples cobras...

 

Bora lá tentar brilhar???

 


 

 

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publicado às 16:04

Partilha

por o que procuro, em 18.09.08

Ontem, duas pessoas entraram no "meu mundo", partilhei a minha história de vida...

Pergunto-me porque o faço, porque não quero sentir a pena, nem a piedade das pessoas, apelidam-me de corajosa....mas não acho que o seja, tê-lo-ia sido, se tivesse havido consequências, se a justiça imperasse, se o mundo soubesse...

 

Mas apenas fiz esta caminhada, sozinha, ou com alguns, poucos, que se mantêm ao meu lado e que a partilham comigo...reaprendi a viver verdadeiramente, ultrapassando o obstáculo, saindo do casulo, com menos sofrimento e agarrei a vida...

 

Partilho, com alguns, porque já não me dói tanto falar ou escrever e também porque às vezes as pessoas falam, sem conheciemnto de causa e grande parte das vezes pensam que são tudo histórias de um mundo longínquo, de uma outra sociedade, de pessoas que nem sequer conhecemos.

 

Mas não, a vida é apenas uma, o mundo e a realidade que vivemos é esta, onde nos cruzamos com pessoas que passaram por tantas coisas, banais, ou não tanto, não são realidades intangivéis, estão bem aí, mesmo ao nosso lado...

 

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publicado às 12:00

O aqui e agora nem sempre apetecível...

por o que procuro, em 17.09.08

Por vezes queremos trilhar outros caminhos, fazer outras coisas, mudar de vida.

Mas nem sempre tudo isso depende apenas de nós, e nem sempre os outros ou melhor, as circunstâncias estão a nosso favor...

 

Hoje é um desses dias, o caminho ficou por percorrer, resta a esperança de que talvez para a próxima seja possível...

 

Por enquanto, vivemos o melhor que pudemos e sabemos o nosso actual quotidiano...

 

Porque "há qualquer coisa em mim que me faz querer: acreditar! Acreditar!... E a vida não vai parar, vai como vento e ainda temos tudo a dar.... " 

 

 

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publicado às 15:47

Livra"!#$%&/?=|

por o que procuro, em 20.08.08

Tou farta....

 

Farta de analisar à lupa a vida de outrém, o que é, o que disse, o que pensa, o que fez, o que tem, porque fez, porque disse, porque agiu, porque magoou, porque não tem consciência do que faz, do que é, do que há-de ser...(UFA )

 

Andamos todos de lupa na mão a analisar as nódoas negras da vida dos outros...

 

Chega!

 

Quando começaremos a agarrar na lupa e virá-la para nós?

 

Ver as nossas "nódoas negras": o que somos, o que queremos, o que temos, o que dizemos, o que pensamos, como agimos, porque agimos...

 

Na hora em que nos centrarmos mais em nós e formos capazes de deixar as amarras dos outros e tentarmos desenvencilhar as nossas, seremos bem mais felizes...

 

E é para quando??

 

Para mim, é já hoje....

 

 

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publicado às 22:55

Os erros dos outros e os nossos erros

por o que procuro, em 17.07.08

Estamos rodeados de pessoas, de circunstâncias e de acontecimentos, que consideramos bons ou maus, conforme se adequam mais ou menos aos nossos modelos e padrões.

 

Há alguns que consideramos bons exemplos, a respeitar e ter em conta, e outros maus exemplos que julgamos, criticamos e insistimos conscientemente que não queremos repetir...

 

Contudo, damos por nós, muitas vezes a repetir esses mesmos comportamentos, circustâncias e acontecimentos, não por falta de aviso, diria mais por insconsciência, por pensar que só acontece aos outros, mas também por outro facto, que acho curioso, muitas vezes só damos ouvidos a nós próprios e apenas quando passamos pelas situações, as sabemos apreciar, ou não.

 

Há muito bom ser humano, que precisa ele próprio de "se amandar contra uma parede", apesar de ter visto milhentos a fazer o mesmo e de ter verificado o quanto sofriam, ou lhes era penoso. Apesar de muitos à nossa volta gritarem para não o fazermos (a quem não damos ouvidos) temos de ser nós a embater também, perceber o quanto dói, e como se vive ou sobrevive depois desse "embate".

 

Por vezes percebemos o que realizámos, tarde de mais, já embrenhados na situação, a escassos milímetros de "embater na parede", nada há a fazer e temos de suportar as consequências dos actos irreflectidos (ou não) que concretizámos.

 

Resta depois a angustia da vivência da situação e o desejar que alguém aprenda com os nossos erros...

 

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publicado às 08:39

As pessoas felizes

por o que procuro, em 15.07.08

Depois de ter lido várias vezes aqui, a cerca da Happy Woman, este mês resolvi comprar a revista.

 

Gostei, é decididamente uma revista para mulheres, com montes de publicidade, dicas e ideias, mas com conteúdos interessantes, sem serem lamechas do género"como conquistar o homem da sua vida" ou melhor "Descubra o Ponto G do Homem".

Se são revistas femininas, deveriam ser essencialmente dedicadas a nós...

 

Mas, o interessante foi ter descoberto um artigo sobre "How to be Happy?", que aflora a questão do que sabem as posseoas felizes, mas essencialmente da psicologia positiva.

A psicologia positiva transfere o ênfase para o que temos de bom, procura os pontos fortes em cada pessoa, e utiliza-os como base de trabalho, procurando possibilidades.

 

E deixa-nos 20 dicas, ou melhor, comportamentos que as pessoas felizes adoptam, aqui ficam:

  1. Promovem as emoções positivas;
  2. Enfrentam o medo;
  3. Sabem gerir o perfeccionismo;
  4. Têm um diário;
  5. Tiram partido do trabalho;
  6. Estabelecem metas;
  7. Encontram a sua vocação;
  8. Passam pouco tempo sozinhas;
  9. Têm um bom relacionamento;
  10. São mais espirituais;
  11. Fogem das más relações;
  12. Têm dinheiro q.b.;
  13. Sabem dizer não;
  14. Estabelecem uma relação com elas próprias;
  15. Têm tempo para si;
  16. São optimistas;
  17. Sabem perdoar;
  18. Aprendem a meditar;
  19. Têm uma vida diversificada;
  20. Introduzem propulsores da felicidade.

Para saber mais:

 

Felicidade Autêntica, Os Princípios da Psicologia Positiva, Dr. Martin Seligmans, Pergamnho.

Aprenda a Ser Feliz, Tal Ben-Shahar, Lua de Papel.

O que sabem as mulheres felizes, Dan Baker e Cathy Greenberg, Estrela Polar

 

Talvez o tempo de férias que se aproxima, seja uma boa altura para pôr a leitura em dia e aprender a ser feliz!!

 

 

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publicado às 10:02

Eu e os outros

por o que procuro, em 10.07.08

Quantas vezes nos queixamos do modo como os outros nos tratam?

Da falta de educação, da rudeza, de falta de sensibilidade e compreenssão para connosco...

 

Pois é, e nós como tratamos os outros??

 

Ontem relataram-me o facto de tratar com alguma rudeza as pessoas ao telefone, para não dizer que fui mal educada! lol...

 

Sim, é que não passa de um "Boa Tarde" e perguntar se a pessoa que procuro está disponível para falar comigo...

Dizem: E não chega?

Se conhecem a pessoa que está a falar convosco ao telefone  e tendo por base o intuito da relação estabelecida com a pessoa que procuro... Não, esperavam mais de mim...

 

Nem sempre correspondemos à imagem e àquilo que os outros esperam de nós, mas há também que reconhecer, quando as outras pessoas têm razão...e este é um caso.

 

Isto fez-me reflectir sobre o modo como estabeleço relações com os outros e a forma como trato as outras pessoas...

A definição do meu nome, diz que sou "exigente e selectiva", reconheço-o, apesar de falar com toda a gente, não significa que me "dê verdadeiramente" nessas saudações, que não passam de mera circunstância e cordialidade, que pelos vistos é encarada como rudeza e arrogância.

 

Estamos sempre a ser confrontados com o nosso próprio agir, nem sempre apropriado, apesar de pensarmos que sim...

Há que limar arestas e continuar a caminhada, na busca de um EU melhor, ou pelo menos mais educado

 

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publicado às 11:26


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