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As amarras

por o que procuro, em 12.05.08

As amarras que nos impedem de ser felizes, mas sobretudo de VIVER LIVREMENTE, são tantas...

 

Umas vindas da infância, da educação que nos derram, são definitivamente as amarras mais grossas, das quais nos custa mais desfazer, outras que nós próprios criámos para nós, para não nos libertármos, outras foram surgindo com a vida... Construidas anos a fio, toldam-nos o corpo, a alma, o consciente, a vida...

 

Vivemos aparentemente felizes, com elas, não vamos para lá daquilo que estas amarras nos permitem, achamos bem que assim seja, é mais seguro, dá-nos muito jeito, e se o mundo já é bom aqui, para quê ir mais para lá??

 

O problema, é quando estas amarras nos pesam, nos fazem sofrer, tornam-se angustiantes, porque nos abafam, impedem-nos os movimentos, de sentir o que quer que seja, tornam-nos seres amorfos, presos a uma vivência que nos torna infelizes...

 

Mas há quem tomando consciência disso, decida largar as amarras, ou mesmo sem a consciência de que são elas que lhe pesam, decidem mudar...

É um processo longo, doloroso, árduo e muito dificil, senti-o na pele, durante dois longos anos, ainda continua a ser uma caminhada, que cumpro cada dia que passa...

 

Vejo o mundo, os outros, mas eu própria com um olhar diferente...conheço-me melhor, VIVO, SINTO, tenho medo e angústias como toda a gente....mas percebo porquê, entendo e tenho uma consciência mais plena de mim própria...a reflexão, a compreenssão do que sinto, é feita a cada momento, construo, desconstruo e volto a construir de forma mais saudável para mim...

 

Neste fase da minha vida, olho para o lado, e para trás, e vejo os outros, pelo menos alguns, agarrados às suas amarras, revejo-me neles...quanta dor, sofrimento, ângustia, incerteza do amanhã, o olhar toldado pela tristeza...

 

E pergunto-lhes porquê? Mostro que há outros caminhos, falo, escuto...

Mas as desculpas são sempre as mesmas, as amarras são mais fortes do que eu, e as amarras tão fortes que são, não os deixam ter consciência de onde estão, nem de que há um "outro mundo" para lá das suas vivências...

 

A tristeza invade-me, não quero com isto significar, que todos deveríamos fazer a mesma caminhada, o mesmo processo de desconstrução...só queria que cada um se sentisse bem consigo próprio, visse para lá das suas amarras....mas se quisessse ficar com elas, e vivesse bem com isso! Quem sou eu para pôr isso em causa?

 

Contudo, por vezes acredito que nem consciência de tudo isto têm, das suas amarras, do mundo onde vivem, e do que existe para lá delas...

 

Talvez um dia eu, ou alguém lhes consiga mostrar isso...enquanto isso não acontece, eu mantenho a minha LUZ acesa e contínuo a minha caminhada...

 

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publicado às 08:22


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