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A máquina burocrática

por o que procuro, em 20.04.10

Perante a necessidade de apresentar para a inscrição do meu filho numa creche, uma declaração que ateste a minha situação de desempregada, dirigi-me ao Centro de Emprego da minha área de residência.

 

Não fosse o facto de ter de me deslocar com o carrinho e a dita criatura em transportes públicos cheios, ter de tirar o ovo das rodas e deixar as ditas na recepção do centro de emprego, porque não têm rampas de acesso em lado nenhum e consequentemente carregar com o meu filho em peso com o ovo, acrescentando que as instalações estavam cheias de gente e não houve quem se dignasse ajudar-me, a não ser segurar-me a porta, até acharia piada ao que se segue...ou talvez não.

 

De seis em seis meses recebo um postal do IEFP onde me questionam acerca da necessidade em manter a minha inscrição activa, o qual deve ser devolvido no prazo de 8 dias, o que nem sempre acontece.

Desta feita, verificaram que o dito postal não tinha sido entregue atempadamente, o que anulou a minha inscrição, para que fosse possível entregarem-me a declaração que eu necessito, teria de fazer uma nova inscrição no centro de emprego, com outra funcionária. Assim voltei a aguardar e a segunda funcionária que me atendeu disse que não era possível inscrever-me porque eu não estou actualmente disponível para emprego, dado que tenho um filho a cargo, desta forma entregou-me a declaração com a data de 31 de março, data à qual estava disponível para emprego e com inscrição activa naquela instituição, que poderia ter sido feita pela primeira funcionária que me atendeu!!

 

Traduzindo isto para a prática, estive de pé num corredor, porque nem me atrevi a entrar na sala de espera, com a multidão que lá estava, entrei para uma sala, carregada com o ovo, sentei-me para ouvir dizerem-me isto, voltei a sair, fui à recepção pedir outra senha de atendimento de outra cor para fazer a inscrição, voltei a esperar... Chamaram-me para a mesma sala, mas para uma secretária ao lado, onde a segunda funcionária me diz que a primeira podia ter tratado de tudo e passou-me o malfadado papel... Saí coloquei o ovo com o meu filho nas rodinhas e maldisse este país, a máquina burocrática que nos impede de sermos tratados como gente e que nos faz passar por simples números de uma qualquer estatística que serve apenas para o Governo se vangloriar de que existe menos uma desempregada num ranking.

 

Como se EU alguma vez trabalhei num emprego para o qual fosse chamada por aquela Instituição!!! Lord!

 

 

 

Quanto ao post anterior, não há novidades, aliás, há, e que eu já sabia, tenho que arranjar um contacto ou dois de pessoas que querem comprar a bimby para poder receber os ditos livros de oferta... Este é também outro tema a germinar para um post....

 

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publicado às 12:28



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