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Não há bela sem senão...

por o que procuro, em 30.04.08

Mais uma entrevista de emprego...

 

Sim, porque estou desempregada, sou licenciada em serviço social, fiz o estágio profissional e ficou-se por isso mesmo...agora estou a acabar a licenciatura de direito, que abandonei, há uns anos largos...

 

Apesar de ter perdido a conta aos curriculos enviados, de vez em quando aparecem entrevistas, provenientes do Centro de Emprego, como foi o caso...

 

Então, era um part-time como escriturária (profissão que exerci, enquanto estudei), mas é preciso ter carta de condução e conduzir....

 

Chega o impasse!

 

Noutros, é preciso ter veiculo próprio, ou ter inglés credenciado por uma escola qualquer, ou ainda ter experiência profissional enquanto assistente social, ou ter coordenado equipas de trabalho, ou porque falta o CAP, ou porque não tem formação em gestão de conflitos...e o melhor de tudo, telefonam para marcar uma entrevista, sabem que sou licenciada em serviço social...e depois, o emprego não tem nada a ver com isso, nem com escriturária, nem nada que eu procure ...

 

Já não basta sentir que o trabalho que tive com a licenciatura não ter servido para nada, estar simplesmente arrumado numa prateleira, sentir que tenho a vida suspensa, porque não consigo arranjar emprego, e que ando a desperdiçar os meus dias, a fazer o que nada me diz....para me virem dizer que é um grande impedimento não ter experiência de condução, nem carro...

 

Nunca seremos perfeitos, para qualquer entidade empregadora, há-de sempre faltar qualquer coisa...

 

E eu pergunto: onde é que EU encontro a entidade empregadora perfeita??

 

Talvez tenha de ser eu a construí-la...

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publicado às 09:49


1 comentário

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De Marisa Galante a 01.05.2008 às 11:04

Olá olá!
O que eu acho é que nunca teremos os conhecimentos suficientes, nem as formações que cheguem para podermos fazer um trabalho com êxito e com qualidade.
Digo isto com conhecimento de causa, porque para eu saber se uma pessoa está bem posicionada, para eu poder dar indicações a uma auxiliar, eu tive de ir fazer uma formação na área da reabilitação. Neste momento posso dar indicações, discutir a situação; antes não podia porque não sabia como o fazer...

O mesmo se passa com a gestão de um equipamento, para o qual não temos formação para o fazer; ou vamos fazer uma formação de longas horas ou contratamos um gestor que o faça; tendo em conta o momento de crise que as instituições públicas vivem e os cortes orçamentais de que são alvos, esta última opção não me parece mais viável, porque em vez de eu pagar a um gestor, talvez o melhor é eu pagar a um fisioterapeuta ou enfermeiro. Posto isto, não tenho outra solução senão ir tirar uma formação na área da gestão e da administração de um equipamento social.

Já ouvi dizer aos "cientistas sociais" que todos os cursos das áreas sociais vão ter que ser reformulados, mais uma vez!, porque no curriculo da formação não incluem a gestão de equipamentos!!!

Por exemplo, um director técnico licenciado em serviço social será obrigado a saber de gestão, para poder dirigirir com eficiência e eficácia o seu equipamento. Já não basta saber só de psicologia, só de sociologia, só de serviço social, é necessário saber tudo e mais "um par de botas", até porque o Tratado de Bolonha assim o indica, formação, formação e mais formação...

Outro exemplo... neste momento na pós graduação em que estou, existem pessoas de áreas que nada têm haver com as ciências sociais, mas que depois de terminarem esta formação estão aptos a dirigir um equipamento, porque o grau académico assim lhes confere esse direito. Chega de ilusões para quem acha que tem de ser assistente social para dirigir um quipamento...
Se eu concordo??
Pouco importa a minha opinião,num mundo em que apenas conta apenas a opinião dos outros.

Temos que deixar de ter medo de nos abarcarmos do conhecimento, principalmente de áreas que trespassam a nossa esfera profissional, que até então achavamos que era dos outros colegas.
Não vou deixar de ser assistente social, mas tenho que me abarcar de outros conhecimentos, até para poder discutir com um médico, com um efermeiro, com um psicólogo, com um fisioterapeuta, ou com outro técnico, uma situação problemática que envolva um utente em comum, fazer um diagnóstico e uma avaliação; eu tenho que saber o que é um AVC isquémico para poder saber que cuidados tenho de prestar no domícilio; ao saber estas informações não estou a deixar de ser assistente social para vestir uma bata branca, apenas estou a ter consciência das necessidades que o utente necessita e que eu tenho que saber. Julgo que temos sempre temido que os outros nos roubem o nosso lugar, pelo que também não investismos nouras áreas .
Em vez de construirmos um jardim grande com todas as qualidades de flores, árvores, animais, construimos quintais em que eu tenho tulipas, mas não tenho malmequeres...
Bom feriado.
Marisa Galante

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