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Os Direitos das Mulheres

por o que procuro, em 09.04.08

Hoje tive uma conversa mais "acesa" com uma colega da faculdade, num dos intervalos, entre aulas. Estávamos a falar da falta de disciplina de alguns colegas, que fazem imenso barulho nas aulas, e de outras consequências que isso acarreta, como as que temos visto últimamente na TV, acercas agressões a professores, eis senão quando, a colega refere que tudo isto se deve à igualdade de direitos, as mulheres quiseram a igualdade de direitos, sairam de casa para ir trabalhar e deu nisto, a educação das crianças é deixada ao acaso, e ao bom sabor de carreiras e vivências dos seus pais.

 

É certo que vivemos numa sociedade economicista, que se rege por uma ecónomia de mercado que só vê o lucro, onde a dignidade da pessoa quase se perdeu, e onde não há incentivos à maternidade, nem à constituição e manutenção de uma família. Mas daí a dizer que as mulheres deveriam ficar em casa a cuidar dos filhos!!!

 

Quem disse que as mulheres não têm direito a uma carreira? Não haverá possibilidade de conciliar o trabalho e uma vida familiar, onde as crianças sejam educadas com valores e princípios, amor e afecto e já agora alguma disciplina?

 

E onde fica o papel do homem nisto tudo? Reduz-se a ganhar dinheiro, para o "colégio dos meninos" e a chegar a casa e sentar-se para jantar? Não intervem na organização e partilha das tarefas, na educação dos filhos?

 

Não sei o que reserva o futuro, sou casada, mas ainda não sou mãe, mas não me vejo a abdicar de uma vida profissional, para ficar em casa a educar os meus filhos.

Porque acredito, que o casamento, os filhos, a família, o trabalho, o lazer e tantas outras coisas, fazem parte integrante da nossa vida, e é na conjugação de todas elas que nos realizamos enquanto seres humanos,  e é nessa interacção que alcançamos o equiíibrio enquanto pessoas. Abdicar de tudo isso, para nos canalizar-mos num único objectivo, fazer disso a única meta a alcançar na nossa vida, seria muito redutor e acredito que não seria benéfico para nenhum dos dois, nem para a mãe, nem para o filho...

 

 

 

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publicado às 16:27


3 comentários

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De Anónimo a 09.04.2008 às 21:08

Ora aqui está um tema polémico...não podemos responsabilizar um dos elementos familiares, neste caso a mãe, pelo abandono das suas tarefas domésticas, pela responsabilização da educação dos filhos ou por outras actividades designadas durante muitos séculos aos elementos do sexo feminino.

Na verdade andamos todos muito ocupados com as nossas carreiras, com a possibilidade de oferecermos aos nossos filhos as grandes oportunidades da vida, proporcionar-lhes uma vida de sonho, às vezes semelhante às dos coleguinhas de escola, com os quais vamos ter de competir; vidas que muitas vezes estão fora do nosso alcançe, esquecendo que o mais importante para a criança é a presença, é o estar e o sentir a presença dos pais, é o acompanhar a criança à entrada e à saída da escola, acompanhar os trabalhos de casa, estar presente quando a criança chora e quando solta uma gargalhada, é estimular quando as coisas correm bem e motivar quando as coisas não correram como esperavamos...

Neste momento entendo que as crianças possam sentir a presença constante do abandono dos pais e da família.
Da experiência que tenho, não existe nenhum brinquedo no mercado que compense esse sentimento ou possibilidade de ser abandonado. Embora eu seja adulta não consigo suportar a sensação de abandono ou de ausência psicológica dos meus familires e das pessoas que eu amo, pelo que sofro ao ver uma criança, que necessita dos seus quadros de referência muito bem claros e compreensíveis, numa fase da vida em que a sua estrutura mental e cognitiva é construída, sentir-se abandonada...
Somos todos adultos informados e conscientes de que não podemos chegar a todo o lado; o projecto de alargar a nossa família não deve de impedir os nossos sonhos, mas devemos de estar preparados para abdicar de algumas situações...a esta consciência eu chamo de crescimento pessoal e familiar e não de frustração pessoal e social.

Será que vamos conseguir ser pessoas menos egóistas e mais tolerantes para criar a possibilidade de propiciar uma qualidade de vida aos nossos descendentes?
Será que estamos preparados para sentir o abandono dos nossos filhos quando nos encontrarmos na situação de geronte?

O que procuro: ser mais tolerante e genuína com as minhas escolhas...

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De Anónimo a 09.04.2008 às 21:13

Peço desculpa por não me ter identificado.
Uma beijoca.
Marisa Galante.
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De o que procuro a 09.04.2008 às 23:56

Ainda a propósito deste post, encontrei algo na net:
"No contexto europeu, Portugal distingue-se por um conjunto de disposições constitucionais e legais dos mais avançados em matéria de direitos das mulheres e da igualdade entre mulheres e homens. Porém, e para além do valor simbólico das leis e do papel pedagógico que devem desempenhar, importa acima de tudo conferir-lhes eficácia.


Alguns dados…

- No contexto europeu, Portugal distingue-se também pela ineficácia na aplicação da sua legislação e pela inconsistência da intervenção dos poderes públicos nesta área.

- Em Portugal, a taxa de actividade feminina é das mais elevadas da Europa. Porém, Portugal é um dos Estados-membros com maior deficit em equipamentos sociais que facilitem o esforço de conciliação entre a vida familiar e profissional que continua quase exclusivamente a ser empreendido pelas mulheres.

- Em Portugal, existem já disposições legais que incentivam os homens a assumiram as suas responsabilidades familiares e domésticas. Porém, em Portugal são ainda muitas as empresas que levantam obstáculos à sua aplicação e são ainda poucos os homens que delas recorrem.

- Em Portugal, a taxa de feminização das pessoas recém-licenciadas é das mais elevadas da Europa. Porém, em Portugal as decisões que importam à vida actual e futura da comunidade são aprovadas por homens em assembleias maioritariamente constituídas por homens.

in http://www.plataformamulheres.org.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=76&Itemid=108

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