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E no dia em que ele decide finalmente sair de lá, eu não estou lá para ver.

 

Telefonaram-me ontem, de Lisboa, de um Centro Paroquial bem perto da minha casa, precisam de uma assistente social para fazer uma baixa de parto, no lar que possuem...

 

E eu aqui, a 3.000 km de distância, a fugir das pulgas...

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publicado às 08:37

Uma praga

por o que procuro, em 09.02.12

Questionei-me se deveria escrever acerca desta assunto aqui no blog, porque não é facil, porque continua a ser um assunto tabu e até mesmo estigmatizante para quem o assume: tenho uma praga de pulgas em casa.

 

Sim, leram bem, tenho a casa infestada de pulgas, acontece que as ditas já cá moravam em casa e estavam muito bem instaladas quando nós chegámos.

A nossa primeira noite aqui, aconteceu no dia 28, no domingo acordei com algumas mordeduras numa perna, mas associei a alguma alergia, tão vulgar na minha pele sensível, ou a uma questão nervosa.

 

Mas no domingo à noite, estava eu e o meu filho sentados na escadas que dão acesso ao segundo andar, quando me deparo com uma pulga no meu braço!

Entrei em estado de alerta, daí a aperceber-me que as escadas, forradas a alcatifa, estavam minadas de pulgas, foi um instante.

 

Andei na net à procura de uma solução caseira para acabar com o flagelo, mas além de aconselharem aspirar diáriamente os locais infestados, só havia soluções químicas. Na falta de produtos à venda nos supermercados que frequentamos e de aspirador, acabei por lavar a alcatifa, munida de um balde com água e detergente, uma escova e luvas.

 

Com este acto tive perfeita noção do flagelo com que lidavámos e não solucionei o problema. No sábado passado, conseguimos encontrar um pó e um spray e comprámos também um aspirador. O pó atenuou um pouco e o aspirador tem-se revelado uma mais valia, nesta luta desigual.

 

Contudo, dou-me conta que os quartos também estão infestados, o chão de madeira, com se calhar mais de um século, não se encontra tratado, muito menos cuidado, tem brechas e buracos onde elas devem ter os seus ninhos instalados.

 

Acabámos por falar com o senhorio, pelo que amanhã, entre as 12h e as 18h vamos ter que estar fora de casa, porque vêm desinfestar a casa.

 

A única coisa menos má, no meio disto tudo é que os meus homens são imunes às mordidelas das ditas, já eu, parece que tenho varicela, principalmente nas pernas e nas costas.

 

Não é um assunto fácil, nem é fácil ter de lidar com isto na nossa própria casa, mas não fomos nós os causadores de tal problema, mas sim quem saiu de cá, que além de possuir um animal de estimação (um gato), não primava de todo pela higiene do espaço...

 

 

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publicado às 08:10

Da chegada

por o que procuro, em 07.02.12

A viagem correu melhor do que eu estava à espera, fomos os dois sentados num banco de três lugares, pelo que íamos à vontade, o Simão aceitou muito bem o cinto, não estranhou nada a descolagem nem a aterragem, foi sempre entretido, comeu, subia e descia dos bancos e ainda fez uma amiga, a pequena Eva que também viajava com a mãe, nos bancos do outro lado do corredor.

 

Mas, terminado o percurso de 2h45 de avião, ainda nos aguardava uma longa caminhada do terminal 1 até à saída do aeroporto, com ele ao colo e uma mala a tiracolo, que nem fechava, tal o volume de tralha que trazia lá dentro! Depois, foi apanhar a bagagem, ter com o Pai, ao qual ele fez uma festa e apanhar um autocarro para cerca de 40 mn de percurso.

 

Chegámos à cidade de Reading e aí devíamos apanhar um comboio, mas pela presencia policial no local, percebemos que alguma coisa se estaria a passar, o que foi confirmado na bilheteira, ao não venderem bilhetes, porque as linhas estavam cortadas. Seguimos de táxi, porque áquela hora, com a criança ao colo, uma mala a tiracolo, uma mala de viagem cujas rodas já davam de si e a paciência a atingir limites, não podia ser de outra forma.

 

Finalmente chegámos a casa, uma barraca como dizia o meu marido, mas que se perfigura como uma casinha inglesa, com áreas pequenas, no rés do chão a sala de jantar, a sala de estar, a cozinha e a casa de banho e no andar de cima os dois quartos.

 

Foi largar a tralha e seguir para o supermercado, para comprar mantimentos, regressar a casa e iniciar o processo de desempacotamento das coisas que tinham sido entregues no dia anterior, pela empresa de mudanças.

Ainda tive de limpar algumas coisas, para as poder arrumar devidamente, fazer comer e finalmente, cair na minha cama!

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publicado às 08:54

Da saída

por o que procuro, em 06.02.12

Os últimos quinze dias em Portugal foram traumáticos, imensas coisas para fazer, a mudança na sexta feira, oito dias antes da partida e por fim as despedidas.

Os meus olhos pareciam rios, a minha alma trespassada pela saudade sentida, ainda com a presença daqueles a quem mais quero por perto, mas em consciência de que em breve, teríamos uns meses de distância, apenas colmatada por outros meios de comunicação, mas sem estarem por perto.

 

Foi de tal modo, que eu cheguei a um ponto que evitei as despesdidas, os abraços e beijinhos, devastavam-me, eu chorava e custava-me imenso recompor-me, houve despedidas feitas por telefone, graças à boa compreenssão de alguns.

 

Até a família me surpreendeu, mencionei que não queria nenhuma comitiva de despedidas no aeroporto, até porque a situação já era bastante sofredora para mim, quanto mais ainda ter o meu filho a assistir e sentir ainda mais tudo isso.

 

Comigo, vieram apenas os meus cunhados, no sábado de manhã até ao aeroporto, custou, custou muito, aquele último abraço, mais ainda entrar sózinha, com o meu filho ao colo, pelas portas de embarque adentro, senti um aperto no coração e percebi: já está, agora não há volta a dar a nada disto...

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publicado às 08:31

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