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Descansa em paz...

por o que procuro, em 14.04.10

Hoje, pelas 10h30 da manhã fez 8 dias que o mundo de alguém acabou, que o de outrém se desmoronou e que o nosso oscilou.

Ainda estamos à procura da nossa rota, agora num amparo e suporte constante a quem ficou, mais unidos, mais verdadeiros, mais nós.

 

Queremos viver a vida intensamente, por ti, por tudo o que não fizes-te, não disses-te mas quises-te ser, sabemos que estás algures, que olhas por ela e que descansas, agora sim, numa paz serena!

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publicado às 13:15

Post mortem

por o que procuro, em 13.04.10

A morte quando ocorre, não se fecha num facto só, antes pelo contrário, é um facto que abre um novo ciclo, uma nova e laboriosa caminhada.

Para quem falece, tudo cessa, mas para quem fica e tinha algum relacionamento com a pessoa que morre, a vida continua, na sua faceta mais mórbida!

 

É ver pessoas que não conhecemos de lado nenhum dirigirem-se a nós para dar "sentimentos", a perguntarem como é que a pessoa está, em que circunstâncias é que tudo ocorreu, é um sem fim de burocracias para tratar: tem que se participar o falecimento em tudo quanto é organismo público ou instituição com as quais temos relacionamentos contratuais (bancos, seguradoras...), é necessário fazer uma relação dos bens do falecido e uma habilitação de herdeiros, isto para conhecimento dos activos e passivos tido pela pessoa que falece e conhecimento de quem vai dar continuidade a contratos e relações que não se extinguem com a morte...

 

Tudo isto é só a ponta do iceberg, porque para cada um destes actos são necessários documentos comprovativos, alguns são lavrados em escritura pública, sem mencionar que acarretam custos (e não são pequenos) além da necessidade de deslocação das pessoas para os realizarem...

 

Passei a encarar a morte sobre um outro prisma, porque até aqui apenas a tinha presenciado em pessoas mais idosas (os meus avós) e os processos pareceram-me bem mais fáceis, mas assim numa pessoa ainda tão nova, com tantos direitos e deveres para e por cumprir, percebe-se a quantidade de relações e problemas que aquela coloca, sem falar na rede de relações e de pessoas envolvidas. Como se uma teia de aranha existisse e lhe cortassemos o meio e destruissemos a sua construtora, fica pendente, com alguma coisa em falta a agitar-se no vazio, a querer reconstruir-se, sem ter meios para isso, acaba por cair por terra, arrastando tudo à sua volta...

 

 

 

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publicado às 15:11

Porque simplesmente vale a pena pensar nisto...

por o que procuro, em 12.04.10

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publicado às 11:15

A nossa própria finitude

por o que procuro, em 10.04.10

O Hugo faleceu, o pior cenário passível de acontecer nas nossas vidas, teve lugar, aconteceu e tivemos de vivê-lo e continuaremos a passar pelas consequências de tudo isto, durante muito tempo.

 

Esta bola de neve que foi a última semana, leva-nos a pensar na nossa própria vida, naquilo que somos, que queremos para nós, no tanto que temos para fazer. Agora temos sede de vida, queremos fazer tudo, como se não houvesse amanhã, porque ele não o teve.

 

Olhamos para nós e perguntamo-nos se fossemos nós que estivessemos ali, naquela caixa que nada nos diz, um corpo inerte que parece simplesmente dormir e não quer acordar, um espírito e uma alma que vive ainda algures, num Reino melhor, mas a certeza mantem-se de que aquele corpo já não está entre nós.

 

E é isso que dói, é isso que nos faz sofrer e temer, saber que somos finitos, não temos o amanhã nas nossas mãos, que por muitos planos e projectos que tenhamos, sabemos que podem não se realizar, porque não depende de nós.

 

Resta-nos viver o hoje com alegria e plenitude na certeza que o amanhã é possível, mas mesmo que não o seja, o hoje valeu muito a pena!

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publicado às 10:11

Devíamos ter sempre a vida pronta, para partir

por o que procuro, em 05.04.10

Devíamos viver cada dia como se fosse realmente o último, dizer às pessoas o quanto as amamos, o quanto gostamos delas, fazer aquilo que temos realmente prazer em fazer, estar com quem queremos, não deixar para amanhã, para depois, para o ano...

 

O trabalho, as obrigações, fazem parte integrante da vida, mas são apenas uma parte dela, o estar, a família, os laços, esses sim, são o que realmente importa e esses não devíam ser descurados...

 

Desde ontem, tenho um jovem da minha família, nos cuidados intensivos, com um prognóstico reservado e um diagnóstico, surgido de quase nada, que indica uma doença em fase terminal, assim, numa vida com 28 primaveras, com uma família que ainda há pouco se constituíu e que tinha tantos planos, tanto para viver, para fazer...

 

Não sabemos o desfecho que isto vai ter, mas sei que agora olho à minha volta e me questiono se eu tenho a vida pronta...

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publicado às 12:57

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