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Carta aberta ao Coro

por o que procuro, em 11.01.10

Uma simples carta que eu deveria ter t... ou coragem para escrever e enviar, mas como não tenho, e às vezes acho que não o devo fazer, por tantos motivos e mais um, mas porque preciso de extravasar o que sinto e este meu canto serve para isso mesmo, aqui fica:

 

"Carissímos,

 

No passado Domingo, a nossa paróquia não teve coro na missa das 12h30, porque supostamente não havia violas e porque das 3 pessoas que seguram serena e habitualmente as pontas, eu não podia estar presente e não iriamos deixar 2 pessoas a assegurar o coro.

 

No passado Domingo, fui à missa, numa Igreja perdida no interior do nosso país e estavam 12 pessoas, com um órgão e uma viola a animar a celebração, apesar do frio que estava e da neve que caía, aquecemos o coração e a alma e a Comunidade louvou a Deus, com a ajuda daquele Coro.

 

Acredito que se perguntássemos a cada um deles se queria estar ali, talvez grande parte dissesse que estaria melhor em casa, à lareira ou no quente da cama, mas foram, cantaram, prestaram um serviço e decerto sentiram na alma e no Espirito a Sua presença e o Seu Louvor.

 

E nós??

 

Eu sinto que nós cedemos à rotina: à família, ao trabalho, ao amor, à vida que nos arredou do que é verdadeiramente essencial, da nossa Comunidade, que ainda e sempre espera por nós, mas de nós mesmos, ou porque não dizê-lo: de Deus.

 

Já não sei que lugar é que Ele ocupa em cada um de nós.

Já não sei se é por ele, por nós ou por nada, que vamos a cada Domingo ali, ou simplesmente não vamos.

Já não sei que esperamos d'Ele e Ele de nós.

 

Mas sei que neste Domingo vi e senti, o muito que Ele faz nos outros, o muito que Ele ainda pode fazer por nós...se simplesmente nós deixássemos, ou quisessemos...

 

Até Domingo."

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publicado às 10:43

O frio polar

por o que procuro, em 08.01.10

O frio chegou e instalou-se, a chuva há-de vir juntar-se a ele, para nos fazer ansear por um fim-de-semana sossegadinhos em casa, a ver filmes, ouvir música, ler e beber cházinho quente... Concretizável para uns, idílico para mim!

 

Convidados para um baptizado na santa terrinha e para mais uma vez não dizermos que não podemos ir, lá vamos nós de armas e bagagens, ou melhor, com muitas camisolas e casacos, para a Beira Baixa, acompanhar a criatura na sua entrada na Comunidade Cristã.

 

Não bastasse a necessidade desta família sair do seu covil com este frio, junta-se a opinião de uns e outros sobre os horário a que devemor ir e regressar...

 

Grrr...quem dera o chá e o livro!!

 

Have a nice week-end!

 

 

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publicado às 10:23

O peso da solidão

por o que procuro, em 07.01.10

Parece que a solidão arrastou para a morte cerca de nove idosos, no passado Domingo...

 

Bem sei que o conceito de família alargada se dissipou, que a idade média de vida aumentou, que há cada vez mais idosos e cada vez mais sós. Também sei que a socialização, a cultura e a educação nos levam a esquecer a importância destes idosos, aquilo que ainda têm para dar, que as doenças degenerativas nos fazem envelhecer em piores condições de lucidez, que o estado não possui estruturas, nem recursos para obviar os problemas de todos e cada um...

 

Mas também sei que não nos custava nada dar um pouco do nosso tempo, a quem mais precisa, para ajudar a suportar esta solidão!

 

Como? Aqui ficam algumas ideias:

Associação Coração Amarelo

Banco do Tempo

 

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publicado às 15:13

O homem e a energia

por o que procuro, em 05.01.10

Não fugi, nem morri, nem abandonei o estaminé...

 

Estive fora, numas mini-férias, regresso e não tínhamos linha telefónica, ou seja, sem acesso à linha, não à nada, quase nada - televisão, internet e chamadas telefónicas!

Não somos nada sem energia, sem tecnologia, sem o que denominamos o básico: água, luz, gás, telefone!

Estas férias foram um exercício nesses termos, acossados pela tempestade que se abateu sobre o país em vésperas de Natal, estivemos com energia intermitente... Imaginam 10 pessoas enfiadas numa casa, grande parte deles info-dependentes, sem computadores, luz, aquecimento!

Áka computadores com bateria para duas horas, que nem 45 minutos durava, bimby a trabalhar aos soluços, jantar à luz da vela e Simão sem banho, porque tudo fortalece o carácter!

 

Foi decididamente um Natal sui generis, mas ainda assim menos penoso do muito que vimos acontecer por esse país fora...

 

Resta-nos acolher 2010 de braços abertos, na esperança que traga melhores dias ao mundo, mas essencialmente a concretização daquilo que cada um de nós mais deseja!!

 

 

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publicado às 10:23

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