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Uma página da minha vida

por o que procuro, em 05.07.09

A minha avó materna faleceu esta manhã, vítima de um ataque cardíaco, em consequência da sua teimosia em não tomar medicação e recusar cuidados médicos...

 

Hoje uma página da minha vida se rasga e parte com ela...

Fui entregue à guarda dos meus avós maternos, com 6 anos de idade. Sou filha de pais emigrantes que acharam por bem deixar-me ao seu cuidado enquanto frequentava a escola em portugal e eles refaziam a vida para voltar.

Deixar à guarda talvez seja o termo certo, porque o meu avô era alcóolico, a minha avó uma pessoa fria, rancorosa e calculista, assim durante aqueles 7 anos não soube o que era uma família, apenas a dor, o sofrimento e tantas outras coisas que não desejo "ao meu pior inimigo", apenas vivi uma infância que considero infeliz. Guardei tudo no mais intimo de mim, e só na idade adulta enfrentei tudo isto e saí do "cubo de plástico" que me toldava o ser...

Soube finalmente o que era sentir: raiva, ódio, dor, culpa e numa tentativa vã, quis diser-lhe, gritar-lhe aos ouvidos o que tinha feito de mim. De nada serviu, esbarrei contra uma idosa que não reconheci, que me retorquiu se alguma vez me tinha batido. Nunca! Mas há atitudes e palavras que doem mais do que uma boa palmada... E a falta de amor e de afecto? Isso foi decerto o que mais me doeu!!

 

Hoje, com a sua morte, queria que ela levasse naquele caixão, esta dor e trauma que me ficaram, que fossem com ela e me deixassem leve e serena eternamente. Mas sei que isso não vai ser possível, as palavras ficaram por dizer, essencialmente por compreender, eu carrego em mim este fardo, que ainda dói, que gostava de esquecer, mas queria essencialmente perdoar...

 

Quem me dera!

 

 

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publicado às 22:52

A Fuga

por o que procuro, em 03.07.09

O Rui Pedro apareceu finalmente, são e salvo.

Desconheço os contornos da história, mas pelo que percebi, foi um acto pensado e por conta e risco do próprio.

 

Muitos se devem questionar sobre os motivos que levam uma pessoa a tomar atitudes destas, bem como outras ainda mais drásticas...

 

Eu percebo, compreendo e entendo, as pessoas que fogem, que se suicidam, não posso dizer que concordo com as atitudes, mas consigo colocar-me no lugar deles. Aliás os meus parcos 33 anos de vida, já me fizeram passar por muita coisa e posso afirmar que qualquer uma das situações já se vislumbrou algumas vezes no meu pensamento.

Porquê??

 

Porque nos enredamos em complicações, problemas, vivências que nos doem, magoam e corroem, para as quais não vemos outra saída, senão aquela que muitos afirmam ser a mais fácil, mas que para alguns é apenas a única...

 

E não haverá quem ajude a resolver? Quem escute? Quem compreenda??

Meus caros, olhem à vossa volta! Quem tem tempo para nos escutar, não digo ouvir, digo escutar, não só com os ouvidos, mas com o coração, com a alma aberta áquilo que sentimos, que vivenciamos que nos faz enlouquecer??

As pessoas à nossa volta, salvo raríssimas excepções, cada vez que partilhamos o que quer que seja, dão pulos para poderem dizer ainda mais e pior do que já vivenciamos, os problemas dos outros são sempre mais graves que os nossos, se temos A, eles têm A+B+C...

E os pais, no meio disto tudo??

Os pais, questiono-me sempre, penrante situações drásticas se vale a pena a partilha, muitas vezes não possuem meios para arquear com aquilo que partilhamos, ou então ficam sobrecarregados com um sentimento de culpa, por não terem conseguido ajudar-nos, ter percebido o que se passava...

 

Por isto e muitos mais motivos, às vezes, os problemas corroem-nos, magoam-nos  e acabam por ditar acções que em circunstâncias ditas normais, não seríamos capazes de realizar...

 

Estou solidária contigo!!

 

 

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publicado às 14:35

Repensar prioridades

por o que procuro, em 02.07.09

A vida mudou, melhor deu uma volta de 180º...

Tudo está diferente, nada é o que era, não voltará ao que era...

A criatura impõem-se, por vezes com choro lacinante, é preciso deixar tudo e ir acalentar, dar colo, sorrir, contemplar e às vezes chorar...

O problema é que o relógio continua o seu percurso (tic-tac; tic-tac; tic-tac) as horas passam e com elas chega o almoço, o jantar, atrás das horas vêm os dias e com eles as limpezas, as arrumações, as compras, um sem fim de rotinas que ainda perduram, que são necessárias para o nosso bem-estar físico e mental.

Contudo o espaço e a dedicação já não podem ser as mesmas, nem são as mesmas, mas mantém-se a vontade de concretizar tudo, de continuar a realizar o que até aqui se fazia, o que era até aqui...

 

Mas agora já não é, mas a cabeça não aceita isso, não quer deixar nada para trás, quer fazer tudo à mesma, manter tudo na mesma...

 

E a luta impõem-se, entre a vontade de descansar, quando alguém dorme e a necessidade de concretizar as antigas rotinas...

O cansaço impera, o desalento instalou-se, a dessarumação que corrói o espírito também chegou e com eles a vontade de fugir...

 

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publicado às 14:02

Coisisnhas que me IRRITAM II

por o que procuro, em 01.07.09

Sabem quando toda a gente vos rodeia porque querem ajudar muito, muito??!! E só fazem é desajudar, enervar-vos, fazer-vos perder tempo, ficarem com os nervos em franja, sabem o que é???

 

Pois é assim que me sinto ultimamente... Livra, deixem-me respirar!!!

 

 

Entretanto, continuamos à espera de notícias do Rui Pedro...

 

 

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publicado às 11:18

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