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A fuga

por o que procuro, em 05.05.08

Deparei comigo noutro sítio, outra localidade, sózinha, sem ninguém.

Uma casa vazia, sem amarras, nem marido, nem pai, nem mãe, nem família, nem amigos, nem piriquito...ninguém.

 

O meu cérebro vazio, não tinha recordações, de ninguém, de nada, nem princípios, nem valores, nem cheiros, nem sabores...nada.

 

O quotidiano era feito de uma rotina inata, através da qual eu  captava tudo o que os sentidos poderiam alcançar, os cheiros, as cores, os sabores, tocar tudo...porque amanhã ao acordar, não iria haver... recordações.

 

Senti-me livre, verdadeiramente livre, de tudo, sem nada que me fustigasse a consciência, sem pudor, medo, angústia, nem dor, só interessa o aqui e o agora...o presente.

 

O dia era vivido com sofreguidão, como se fosse o último, parecia a primeira vez que eu fazia tudo, tudo o que me rodiava era novidade, deslumbrante, belo e incrédula olheir para os outros e só vi pureza, honestidade, magia e...encantamento.

 

De repente surgiu um som estridente ao longe, que eu não queria ouvir!

Não! Não! Não quero sair daqui!!!??

 

Mas acordei do meu mero sonho...

 

E o rádio despertador tocava:

 

 

 

 

 

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publicado às 15:21

Dia da Mãe

por o que procuro, em 04.05.08

Hoje comemora-se o Dia da Mãe, apesar da tradição já remontar à Grécia Antiga, foi com Anna Jarvis, que este se intsitucionalizou internacionalmente.

Ela pretendia com este dia: "tomarmos novas medidas para um pensamento mais activo sobre as nossas mães. Através de palavras, presentes, actos de afecto e de todas as maneiras possíveis deveríamos proporcionar-lhe prazer e trazer felicidade ao seu coração todos os dias, mantendo sempre na lembrança o Dia da Mãe."

Apesar das manifestações de amor e afecto, que se pretendem com esta data, não deixam por vezes de ser apenas pontuais...

Ser Pais, ou Mãe, é tarefa árdua, não é suposto serem os nossos melhores amigos, nem os nossos confidentes (acho que para sanidade mental de ambas as partes!!), são Pais e Mães, ou seja, as bases estruturantes dos nossos princípios e valores, sinónimos do amor incondicional e de presença permanente, que deixa a sua marca indelével, em nós.

Contudo, apesar desta caminhada de vida  paralela, entre pais e filhos , há "bifurcações" e obstáculos que nos fazem, por vezes, caminhar para longe, ou aproximarmo-nos, dependendo das circunstâncias.

Todavia, surgem por vezes momentos, em que colocamos em causa muitos dos princípios e valores transmitidos, além de nos questionarmos, se fizeram as escolhas certas, acerca de nós, se houve equilíbrio naquilo que nos transmitiram, se estiveram verdadeiramente sempre lá para nós...

Questionamentos que nem sempre são vocalizados, e que acabam por cria e alargar o fosso, que queremos acreditar que não existe.

Nesta "paz podre" em que vivemos, acabam por persistirem as questões que irradiam silenciosamente dos nossos olhos, fazendo surgir muitas vezes a dor, a ângustia, e uma vontade tremenda de perguntar "porquê?"

Certo é, que independentemente das escolhas feitas no nosso passado, este é o presente com que temos de viver, estes são definitivamente os pais que temos, com os quais temos de lidar.

Assim, acho que nos cabe a nós, aceitar o passado, que afinal nos transformou naquilo que somos hoje, procurarmos e construirmos a nossa própria serenidade e felicidade...

Posto isto, com serenidade e feliz por aquilo que sou, UM FELIZ DIA DA MÃE!!

 

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publicado às 17:17

Conversas do nada

por o que procuro, em 02.05.08

Uma conversa apanhada no ar...

 

«-És feliz?

-Sou.

-Mas sempre?

-Quer dizer a felicidade não é um contínuo, são pequenos momentos que me fazem sentir bem.

-Mas porquê?

-Porque não acredito na felicidade eterna, isso não existe... Existem sim, momentos, ocasiões, coisas que me fazem sentir feliz.

-Então o que te faz feliz?

-O meu filho, estar com a minha família, os meus amigos. Olha! Fumar um cigarro depois de uma boa refeição, sexo (risos), ir às compras, passear, sei lá, tantas outras coisas... E tu? Com tanta pergunta, afinal o que é que é para ti a felicidade, o que te faz feliz?

-Eu? A minha felicidade só depende de mim, faço por ser feliz, independentemente do que me rodeia, dos outros, das circunstâncias, estou viva e aproveito cada minuto sendo feliz.»

 

 

Quando seremos nós capazes de tomar a braços e nossa própria felicidade, como este alguém e deixarmos de a procurar nos outros e no que nos rodeia??

 

 

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publicado às 14:01

Experiências na Cozinha II

por o que procuro, em 01.05.08

Mais um feriado! Este do Dia do Trabalhador, surgiu para relembrar a luta e mortes daqueles que se manifestaram e fizeram greves, em prol da jornada de trabalho com um limite de 8h (cada vez deveria ser mais relembrado, porque são cada vez menos aqueles que as conseguem cumprir), mas adiante....

 

Tive mais uma experiência na minha cozinha, desta feita com uma tarte de morangos, diferente do que estou habituada a fazer, com massa folhada, creme pasteleiro e morangos, esta é bem mais fresca!

 

 

Esta receita tem uma base de bolacha, o recheio é uma mousse de morango e a cobertura é uma gelatina de morangos, com os ditos a decorar, mas podem ver nas receitasdainha todos os pormenores!

 

Só fiz uma alteração, em vez 200 ml de craime fraiche, bati 200 ml de natas e coloquei duas folhas de gelatina neutra... Nada complicado de fazer e óptima de saborear!! eheheh

 

Fico por vezes espantada, não só com a quantidade de receitas que vejo nos blogues, especialmente dedicados à culinária, mas pela imaginação e capacidade das pessoas, em confeccionarem pratos simples, deliciosos e com um aspecto fantástico...sem ser necessário passar horas na cozinha!! Assim fica mais tempo para nos dedicarmos a outras coisas

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publicado às 22:53

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