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A viagem da nossa luz

por o que procuro, em 17.05.08

Encontrámo-nos...

Conhecemo-nos...

A luz acendeu-se, muito ténue, eu teimava em apagá-la...

Tu reacendias aquela luz, dizias que estava predestinada a manter-se acesa por nós.

Eu por fim, disse-te que dificilmente a conseguiria manter acesa, tu disses-te que me ajudarias nisso.

Concordámos em mantê-la acesa.

 

Metemo-nos num barco, nós os dois e a nossa luz.

Começámos a navegar, víamos ao nosso lado, pelo mar fora, outros barcos, cada um também com os seus navegadores e a sua luz.

Ás vezes o mar ficava tão revolto que quase apagava a nossa luz, mas teimámos em mante-la acesa...

Á nossa semelhança, às vezes a luz dos outros desaparecia por entre a escuridão e as ondas, mas mesmo ténue, voltava a acender-se.

E partilhámos a alegria de ver reacender as outras luzes.

 

Só que agora, vejo cada vez menos navegadores, cada vez menos barcos, e menos luz.

Algumas luzes apagaram-se. Os barcos desmoronaram-se, os outros seguiram outro caminho.

A tristeza invadiu-me, por deixar de ver os outros barcos.

Que fizeram à sua luz?

Onde é que eles estão?

Onde é que se perderam?

 

Nós continuamos teimosamente a manter a nossa luz acesa e a levar o barco pelo mar.

Não quero que a luz se apague!

Tenho medo, que como a luz dos outros, a nossa se apague!

Navegamos com cada vez menos barcos a nossa lado, mas eu teimo em manter a nossa luz acesa.

Até quando conseguiremos resistir, eu, tu e a nossa luz?

Até onde conseguiremos ir?

 

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publicado às 12:27

O casamento

por o que procuro, em 16.05.08

"O casamento é como uma carta fechada, ninguém sabe o que lá vai dentro!"

 

Esta frase, repetida pela minha avó, comprovou ser uma grande verdade...

Cada um de nós, homens e mulheres, que se uniu ao outro, para supostamente construir uma vida em comum, sabe o quão verdade é esta frase. Mas também aqueles que mesmo não casados, observam, escutam, acompanham e amparam todos aqueles que o são, sabem que é uma grande verdade.

 

Cada casal é único, a vivência que faz do seu próprio casamento é também ela única.

Contudo, existe uma pedra basilar, o "toque de magia" que faz toda a diferença: a comunicação sincera...

 

É como se cada um de nós tivesse um baralho de cartas, e no namoro e após o casamento temos de ter capacidade de pôr as cartas todas na mesa, mostrar e abrir o jogo ao outro...

 

Nas dificuldades e adversidades, para que o outro, ao conhecê-las as partilhe, nos ampare para as resolver, e as enfrente connosco, e nas alegrias e felicidade, para que a sua partilha nos torne a ambos mais felizes...

 

Se guardarmos essas cartas para nós, o dia-a-dia vai fazendo crescer esse baralho de cartas, a rotina desgasta as relações, os problemas são guardados em cada um de nós, e são mais cartas que se vão somando às outras!

 

E das duas uma ou conseguimos viver serenamente com o nosso baralho de cartas crescente, sem nunca o partilhar (o que eu dúvido que dure muito tempo!), ou então, vamos juntando as cartas todas, até um dia em que já não temos lugar para as guardar e atiramos com elas ao outro, que poderá ou não estar disposto a partilhá-las!

 

Apenas partilhando e juntando todas as nossas cartas, conseguiremos construir um futuro conjunto, equilibrado, entre pedras e caminho plano, que nos leve juntos a "uma ditosa velhice"...

 

Falta-nos talvez ter uma maior consciência da necessidade dessa partilha.

 

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publicado às 16:12

A Igreja que somos

por o que procuro, em 15.05.08

Sou católica práticante, desdobro-me naquilo que posso e não posso fazer, na minha Paróquia, com maior ou menor vontade, vou levando o meu barco, na minha caminhada de fé e na vivência na minha Comunidade Cristã.

 

Percebo, que uma Comunidade congrega pessoas, cada uma de nós com a sua personalidade, carácter, vivências e maneiras de estar distintas, que se entregam de formas diferentes, consoante os seus valores, princípios, disponibilidade e vontade.

 

Contudo, por vezes sinto alguma animosidade, ou um espírito de competição, que ultrapassa o expectável naquelas circunstâncias, como se houvesse melhores e piores, quem faça isto ou aquilo melhor que outrém, levando por vezes a situações de menosprezo pelo trabalho e até pela presença dos outros.

 

Na minha modesta opinião, isto não é ser Igreja. Não é suposto congregarmos TODOS OS NOSSOS ESFORÇOS, melhores ou piores, menores ou maiores, para louvar a Cristo?

Não é suposto sermos nós, católicos, reflexo de Cristo para os outros?

 

Eu não sou perfeita, e sei que por vezes sou um fraco espelho para os outros,  d'Aquele que me guia e ilumina, mas há atitudes que me magoam e não admito, nomeadamente, o menosprezo dos outros...

 

Não deveriam as palavras do Mestre, nortear a nossa conduta, mais do que a qualquer outro?

 

"Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei. Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.»

( São João 13, 34-35 )

 

Onde é que nos perdemos?

 

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publicado às 12:28

Os vícios

por o que procuro, em 14.05.08

Já tive o vício do tabaco, em tempor idos, num acto de rebeldia (talvez o único) da minha juventude, depressa o larguei, com muito MEDO que o meu Pai descobrisse e passasse das ameaças (que me encobriam a alma) aos actos.

 

Passei anos, sem tocar num cigarro, sem sentir a mínima vontade, o cheiro incomodava-me. Mas há dois anos desta parte, num processo de redescoberta, ressenti a vontade de pegar num cigarro...

 

Tenho controlado a ânsia de o fazer, até porque o conjuge não acha piada nenhuma à conversa, mas principalmente porque surge em momentos de maior ansiedade e ângustia para mim... E o problema resolve-se percebendo o porquê desta vontade, e não fumando o dito cigarro.

 

Mas é estranha esta vontade, como se "dar uma passa" no cigarro, concentra-se nele todo o mal que sinto e o expelir do fumo, levasse para bem longe todos os problemas...

 

Contudo, sei perfeitamente que não vai ser nada assim, o primeiro terá um sabor horrível e seguir-lhe-ão outros, na tentativa vã de expelir, o que não pode ser atirado para fora de mim através de um cigarro...

 

Mas esta vontade...o que faço com esta vontade???

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 15:16

Um 13 de Maio

por o que procuro, em 13.05.08

Tiveram ontem início as celebrações do 91º Aniversário das Aparições de Nossa Senhora, na Cova da Iria, neste data, à semelhança de todos os 13 de Maio, rumam a este Santuário Mariano, milhares de Peregrinos, de todos os cantos do mundo.

 

 

 

A minha Mãe, também se encontra por entre o grupo, que peregrinou a pé, foram 5 dias de caminhada.

Ultrapassando as intenções de muitos, a suposta fé que os faz rumar até ali, o pragmatismo e a comercialização de que está involto o Santuário, perguntei-lhe porque ia a pé a Fátima.

 

Respondeu-me que não tinha feito nenhuma promessa, tinha uma vontade de cumprir este objectivo, uma vez na vida, porque de entre muitas lutas, tudo tinha sempre corrido bem.

 

Acredito que foram muitas as circunstâncias, que até eu desconheço, que a fizeram pedir a intercessão de Nossa Senhora, junto de Deus, mas poucas as vezes que no recolhimento agradeceu...esta é sem dúvida a sua forma de agradecimento.

 

Quantos de nós, nos esquecemos de agradecer, as muitas graças recebidas??

 

 

 

 

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publicado às 08:52

As amarras

por o que procuro, em 12.05.08

As amarras que nos impedem de ser felizes, mas sobretudo de VIVER LIVREMENTE, são tantas...

 

Umas vindas da infância, da educação que nos derram, são definitivamente as amarras mais grossas, das quais nos custa mais desfazer, outras que nós próprios criámos para nós, para não nos libertármos, outras foram surgindo com a vida... Construidas anos a fio, toldam-nos o corpo, a alma, o consciente, a vida...

 

Vivemos aparentemente felizes, com elas, não vamos para lá daquilo que estas amarras nos permitem, achamos bem que assim seja, é mais seguro, dá-nos muito jeito, e se o mundo já é bom aqui, para quê ir mais para lá??

 

O problema, é quando estas amarras nos pesam, nos fazem sofrer, tornam-se angustiantes, porque nos abafam, impedem-nos os movimentos, de sentir o que quer que seja, tornam-nos seres amorfos, presos a uma vivência que nos torna infelizes...

 

Mas há quem tomando consciência disso, decida largar as amarras, ou mesmo sem a consciência de que são elas que lhe pesam, decidem mudar...

É um processo longo, doloroso, árduo e muito dificil, senti-o na pele, durante dois longos anos, ainda continua a ser uma caminhada, que cumpro cada dia que passa...

 

Vejo o mundo, os outros, mas eu própria com um olhar diferente...conheço-me melhor, VIVO, SINTO, tenho medo e angústias como toda a gente....mas percebo porquê, entendo e tenho uma consciência mais plena de mim própria...a reflexão, a compreenssão do que sinto, é feita a cada momento, construo, desconstruo e volto a construir de forma mais saudável para mim...

 

Neste fase da minha vida, olho para o lado, e para trás, e vejo os outros, pelo menos alguns, agarrados às suas amarras, revejo-me neles...quanta dor, sofrimento, ângustia, incerteza do amanhã, o olhar toldado pela tristeza...

 

E pergunto-lhes porquê? Mostro que há outros caminhos, falo, escuto...

Mas as desculpas são sempre as mesmas, as amarras são mais fortes do que eu, e as amarras tão fortes que são, não os deixam ter consciência de onde estão, nem de que há um "outro mundo" para lá das suas vivências...

 

A tristeza invade-me, não quero com isto significar, que todos deveríamos fazer a mesma caminhada, o mesmo processo de desconstrução...só queria que cada um se sentisse bem consigo próprio, visse para lá das suas amarras....mas se quisessse ficar com elas, e vivesse bem com isso! Quem sou eu para pôr isso em causa?

 

Contudo, por vezes acredito que nem consciência de tudo isto têm, das suas amarras, do mundo onde vivem, e do que existe para lá delas...

 

Talvez um dia eu, ou alguém lhes consiga mostrar isso...enquanto isso não acontece, eu mantenho a minha LUZ acesa e contínuo a minha caminhada...

 

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publicado às 08:22

Despojos de um dia

por o que procuro, em 09.05.08

Ontem senti raiva, invadiu-me num ápice, tomou conta do meu coração e toldo-me a vista e a alma...

Senti que me apunhalaram pelas costas, injustiçada...

Só queria que me tratassem com veracidade e abertamente, será assim tão difícil?

 

Pergunto-me a mim mesma, como será que me relaciono com os outros, para receber isto em troca... Não sei, não consigo entender...

 

Penso, comigo mesma, que me deixei levar pela "paz podre" do "faz de conta que está tudo bem", entrei nesse mundo de lodo e lama, e sinto-me desconfortável, insegura....

 

Não sei estar ali, não quero estar ali. Mas terei eu de comprar guerras, cada vez que não quiser ser assim? Terei de submeter aos outros a minha maneira de estar? Ou simplesmente ao meu desconforto em ser assim?

 

Será que tenho de aprender a viver neste mundo?

Ou mantenho-me firme naquilo que sou, e a magoar-me cada vez que mergulho no lodo?

 

Só sei que contínuo a não saber estar neste mundo de faz de conta, arrasto-me dentro dele e anseio, sair, voltar para a minha suposta liberdade, respirar abertamente, como quando mergulhamos debaixo do mar e vimos à tona da água respirar...

 

Queria respirar a pureza dos dias, sem mancha, sem mágoa, sem falsidade...

 

 

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publicado às 09:52

A História das Coisas

por o que procuro, em 07.05.08

 

"O que é a História das Coisas?

É um documentário, que nos relata, desde a extracção até à venda, uso e disposição, de todas as coisas que compramos e usamos na nossa vida e afectam a sociedade no nosso país e noutros países, mas a maioria disto é propositadamente escondido dos nossos olhos pelas empresas e políticos.

A História das Coisas é um documentário de 20 minutos, rápido e repleto de factos que olha para o interior dos padrões do nosso sistema de extracção, produção, consumo e lixo.

A História das Coisas expõe as conexões entre um enorme número de importantes questões ambientais e sociais, demonstrando que estamos a destruir o mundo e a auto-destruirmo-nos, e assim apela-nos a criar um mundo mais sustentável e justo para todos e para o planeta Terra."

 

Um excelente documentário a não perder.

Sente-se confortávelmente e escute com muita atenção...

 

 

 

Chegou-me por mail, quis partilhá-lo convosco...

 

Dá que pensar, não dá??

 

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publicado às 23:19

Um assunto recorrente...

por o que procuro, em 07.05.08

Ontem encontrei uma pessoa da minha família, que já não via há anos, minha madrinha de baptismo, irmã da minha Mãe, e que mora, relativamente perto de mim...

 

Todas as famílias têm problemas, não conheço famílias perfeitas, o que existe é uma maior ou menor capacidade de encarar, conversar e resolver os problemas.

 

Na minha família acho que pura e simplesmente se igrnoram os problemas, as situações arrastam-se, causando maior ou menor desconforto, permanecem sentimentos de culpa, de raiva, de recriminação...

 

Mas dia após dia, os anos passam, há quem vá mantendo "as pontas" e as aparências também, são cada vez menos as reuniões familiares (chegávamos a ser 20 pessoas na Ceia de Natal!!), os encontros nos fins-de-semana, ou datas festivas...

 

Vamos mantendo a ilusão de que está tudo bem...

 

Feliz ou infelizmente, todos temos a nossa personalidade, formas diferentes de encarar a vida e de aceitar e vivênciar determinados factos e circunstâncias, opiniões e maneiras de estar diferentes, o problema é quando surgem conflitos com os outros, nomeadamente familiares porque discordam da nossa opinião, porque se acham no direito de nos julgar e porque são detentores de toda a verdade e razão do mundo...

 

Esta intrancigência leva a desentendimentos, a desavenças, que acabam com um afastamento, uma vazio, uma ausência...

 

No meio disto tudo, há sempre quem não tenha muito a ver com estas guerras ancestrais, que são anteriores ao meu nascimento, com as quais não concordo, e que me fazem deparar com isto: uma pessoa a quem não fiz mal nenhum, mas por quem tenho respeito e estima, que vejo muito esporádicamente, porque se afastou daquilo que considera a família, devido aos desentendimentos e intransigências familiares... da ambas as partes, acrescento eu...

 

O que agudiza tudo isto é o facto das pessoas manterem as suas opiniões, julgamentos, e continuarem detentoras de toda a razão, não são capazes de se "colocarem no lugar do outro", tentarem perceber porque pensa e age assim, porque decerto também sofre com toda a situação e com a ausência...

 

Enquanto ninguém quiser dar o primeiro passo, bem posso tentar descurtinar e perceber tudo isto, acho que não vou chegar a lado nenhum...

 

"As pessoas sentem-se sós porque constroem muros em vez de pontes"

 

 

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publicado às 11:19

Olhares

por o que procuro, em 06.05.08

Hoje pela manhã, ao cruzar-me com as pessoas na rua, perscrutei os seus olhares...

Vê-se tanta tristeza, os olhares vazios, tanto faz novos, como velhos, caminham ausentes, em direcção a um destino demarcado...

Puxam com enfado, os filhos, os netos, os livros, as pastas ou os simples sacos..

 

Bem sei que hoje o tempo também não ajuda, mas dependerá um sorriso nos nossos lábios e nos nossos olhos, da chuva, do sol, do frio e do calor?

 

O que nos fará marcar o nosso rosto, com uma expressão que nada expressa a não ser enfado, tristeza , o vazio??

 

As preocupações com a vida, o trabalho e a família?

O despertador ter tocado a horas, mas termos saído tarde da cama?

A discussão com o marido, com o filho, ou com a vizinha?

O carro não ter pegado, o trânsito?

 

Pergunto-me, não seria bem mais fácil encarar todas estas pequenas (GRANDES) coisas com um sorriso nos lábios?

Pensar que são apenas pequenos obstáculos, depressa ultrapassáveis!

Mesmo que não o sejam, não será por eles, que iremos ficar desanimados!

 

Se nos munirmos de leveza no nosso espírito, de serenidade "no matter what", decerto o dia será bem menos complicado, enfadonho e terá sempre um sol, a espreitar, por cima destas nuvens...

 

"Nunca deixo de ter em mente que o simples facto de existir já é divertido."
(Katherine Hepburn)

 

 

 

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publicado às 11:28



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