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Violência entre namorados...

por o que procuro, em 09.07.08

Estão aí os resulados de um estudo de um estudo sobre: "Prevenção da violência nas relações de namoro: intervenção com jovens em contexto escolar", e não surpreendem.

 

Numa sociedade em que a vivência marital das gerações anteriores implica muitas vezes a violência (verbal, física e psicológica), vemos demonstrado através de estudos como este, que se continuam a realizar os mesmos processos e a utilizar os mesmos instrumentos  pelas gerações actuais, nomeadamente do foro mais íntimo como seja um namoro.

 

Numa continuidade do ciclo já existente, como se apesar de tudo, continuassemos a repetir os erros do passado dos outros, no nosso presente, sem conseguir quebrar as barreiras e circunstâncias.

 

De suma impostância é o facto desta violência se manifestar cada vez mais cedo: "Existe "tanta violência" no namoro entre jovens dos 15 aos 25 anos como no casamento: 25% já foram vítimas de violência na relação, revelam os dados apurados junto de mais de 4 mil jovens. "

 

E de ser considerada normal: alguns jovens a afirmar que "violência sexual no namoro não existe. Agora, relações sexuais forçadas, já são outra coisa". "Se eles namoram, não acho que seja violência sexual", foi outro dos comentários registados.

Ou ainda: "Eles acham que dar uma bofetada é normal", diz a psicóloga Sónia Caridade, da Universidade do Minho (UM), em Braga, co-autora, com Carla Machado, do estudo nacional "

 

Provavelmente a partilha da espiral de violência no seio familiar, fá-los inconscientemente aceitar e minorizar o fenómeno, como se normal fosse, como é referido:

"Para a psicóloga Susana Lucas, docente no Instituto Piaget, "a imaturidade e a falta de experiência, em conjunto com os esforços de querer assemelhar-se aos adultos para dominar e controlar, podem contribuir para a manifestação de comportamentos violentos para com os outros". Considera, por isso, que "a violência é um fenómeno cultural e é fundamental quebrar o elo geracional do pai que bate na mãe e do filho que vai bater na mulher".
 

A ideia basilar do estudo é implementar um programa de prevenção, de modo a que: "Os alunos deverão ser capazes de decidir quando não querem algo, sem que se desencadeiem sentimentos de culpa. Pretende-se identificar factores que caracterizem os adolescentes vítimas e perpetradores de violência, e elaborar um plano de medidas de intervenção comunitária."

 

Não posso contudo deixar de me questionar, onde fica o verdadeiro amor, enquanto sentimento no meio disto tudo?

 

A necessidade de ser amado, por parte do ser humano é tão profunda e essencial que o aceitamos mesmo sendo nestes moldes "amor-ódio-violência", porque é preferível a não ser amado de forma nenhuma??

 

 

 

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publicado às 14:24


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