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Tomada de consciência

por o que procuro, em 17.06.13

Este meu desenraizamento, e o facto de não ir a Portugal, há quase 1 ano, tem trazido consequências, muito ao nível das relações.

As pessoas seguiram com a vida em frente, assim como eu tive de fazer o mesmo.

A essência da amizade ficou, sem dúvida, ainda há contacto, seja por que meio for, mas o companheirismo do dia-a-dia esvaiu-se, bem como muita da partilha e da presença.

 

Tomei consciência que as coisas nunca mais vão ser as mesmas e que estou neste momento num impasse, porque não tenho aqui amizades que possa denominar como tal, porque não tive tempo para as construir, nem sei se alguma vez será possível ter amizades cá como as que tive e tenho em Portugal e as amizades presentes, aquelas que ficaram estão diferentes, não são as mesmas, como se algo se tivesse quebrado e dificilmente voltará a ser reposto da forma como existia antes, devido ao meu afastamento e às vicissitudes próprias da vida.

 

Foi doloroso encarar isto, perceber com esta frieza de que nunca mais será o mesmo, pelo afastamento, pelo tempo, pelas circunstâncias, pela vida, fiquei a pensar em tudo isto, nas consequências que isto me pode trazer.

 

Mas hoje acordei e pensei, não vale a pena chorar, a vida levou o seu rumo, não sei ao certo o que o futuro me reserva, nem com que pessoas me irei cruzar, vou preservar e cuidar das amizades que tenho neste momento, não é o ideal, mas é o que se pode ter, estão quase a chegar as férias, vou ter tempo de qualidade com algumas pessoas mais próximas, quero organizar um jantar com o grupo, estar com eles, tirar fotos, aproveitar ao máximo enquanto puder.

 

Depois, depois logo se vê...

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publicado às 11:08


1 comentário

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De LondonCalling a 07.07.2013 às 13:59

Mais do que encontrar amizades cá é importante não encontrar as pessoas erradas. Parece senso comum mas é fácil encontrar muita malta manipuladora.
Se um ano sem contacto chega para os amigos deixarem de o ser é porque, se calhar, não o eram. Não é preciso termos contacto constante com os amigos. Tenho alguns que apesar de não termos mais contacto do que ocasionalmente no fb durante um período de 2/3 anos, basta estar cara a cara para ver que pouco mudou.

Se calhar o que a distancia ajuda a sublinhar é que muitos dos amigos são conhecidos, amigos dos amigos, namorados/as dos amigos/conhecidos, e que pouco mais acrescentavam na tua vida do que numero.

Vais, possivelmente, ter alguns conhecidos/amigos que só depois de saíres vai passar a ter um contacto constante ctg. a perguntar o que fazes, como andas...e depois vem o convite para ficar em tua casa qd visitarem o uk ou o pedido de dicas sobre como vir trabalhar para ca...depois de concedidos os pedidos, desaparecem.

Outros vão fazer exactamente o oposto. Depois da euforia inicial de conhecerem alguem "lá fora" desligam-se. E mostram-se sempre muito ocupados quando tentas combinar um copo com eles. Porque o encontro contigo é o confirmar que todos os queixumes, toda a sua pieguice, é culpa própria. E que não saem porque não podem...ou não conseguem.

A relação familiar vai sair reforçada. E se o azar bater à porta vais perceber que é importante dar um forte abraço antes de entrar no avião de regresso. Porque pode muito bem ser a última vez. (é uma tremenda de uma lamexice, e de uma frase batida...mas verdade).

É bem mais provavel encontrares amigos no trabalho cá do que em pt (onde vai tudo directamente para casa e, muitas vezes, são uma cambada de víboras uns pros outros.). É bem mais provavel encontrares outros, como tu, que saíram e estão sozinhos. E que estão muito mais abertos a relações novas...ao contrario de lá onde depois de terminado o curso vivem para o casal e os amigos do casal...e os bebes...e os babyshowers...n ha paxorra.

Tirar um formação de algo que aches interessante so para conhecer uma turma nova. Ir para o ginásio. Escola de yoga, danca....são todos lugares para conhecer novas pessoas...ou simplesmente o pub mais próximo.

Onde não vais conhecer pessoas é aqui...em frente ao computador...ou na cama a pensar nestas coisas.

Muita da culpa da pieguice que sempre tivemos em portugal (e da nostalgia que nos toca qd cá chegamos) é a falta de projectos. Se tiveres desempregado, pensas em todas as formas de arranjar um emprego...se tiveres um destino que queres visitar, consultas sites...les livros fazes planos... e isso tudo ajuda a manter a cabeça ocupada.

O dalai lama tem uma frase interessante para estes casos:
"se podes fazer alguma coisa, para quê o descontentamento?
se nada podes fazer,
para quê o descontentamento?"
resumindo: para quê o descontentamento?

Podes evitar o desaparecimento das amizades devido à distancia? Não (sim, se voltares...e visitares com mais freq).
Podes fazer algo sobre isso? Sim...envolveres-te mais com a tua comunidade e não ter medo de conhecer pessoas novas.
Então...porquê o descontentamento?

dO meu núcleo duro de amigos de faculdade...nenhum está no mesmo loca.
Estugarda, varsovia, londres e lisboa.
vêmo-nos apenas um vez por ano e é sempre como se fosse a mesma. como se nunca tivéssemos saído. Metemos toda a conversa e os copos em dia.
No dia seguinte partilhamos as aventuras de chegar a casa vivo e tentamos preencher as brancas uns dos outros. e quase que não trocamos conversa até ao proximo encontro...algumas vezes less is more.

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