Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



 

Na passada segunda-feira, esteve presente no programa da SIC, "As Tardes da Júlia" a Dra. Teresa Magalhães, Directora do Instituto de Medicina Legal da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

 

Foi coordenadora de um estudo, apresentado aos média no passado dia 4 de Junho, que teve como objectivo caracterizar o abuso sexual de crianças e jovens no contexto intra e extra-familiar, para perceber as diferenças que existem entre os abusos ocorridos dentro e fora do seio da família.

 

Os dados foram recolhidos entre 1997 e 2004 (sendo depois alargado até 2007, sem grandes alterações nos dados substânciais) pela Delegação Norte do Instituto de Medicina Legal, neste período de tempo foram detectados 1141 ocorrências relativas a exames de natureza sexual realizados a crianças e jovens entre os 0 e os 17 anos de idade.

 

Eis alguns factos e dados obtidos através deste estudo:

  • 45% das crianças abusadas, forma vítimas do próprio pai;
  • 6% do padrasto;
  • 34,9% das situaçõas analisadas reportavam a ocorrências de abusos intrafamiliar (ou seja no seio da própria família);
  • 83,6% eram raparigas, com idade média de 11 anos, abusadas em contexto intrafamiliar.
  • Quando os abusos ocorrem num contexto exterior à família, 64% dos casos é uma pessoa conhecida da criança abusada.

A Dra. Teresa Magalhães, referia a dificuldade de detecção dos casos de abusos ocorridos no seio da família, devido à vergonha da vítima, ao crontrolo exercido pelo agressor, através do medo e de ameaças.

 

Esta é ainda uma problemática tabu, e resguardada entre as "quatro paredes da casa de cada um" por tudo o que acarreta, contudo, é necessário quebrar as barreiras e é através de estudos como estes, que isso se torna possível.

 

Até porque segundo parece, têm aumentado o número de queixas:"O facto de termos registado um ligeiro aumento não significa necessariamente que este crime esteja a aumentar; pelo contrário, penso que significa que é um crime que se está a tornar mais visível, o que poderá até ser entendido como um indicador positivo”, notou a responsável do Instituto de Medicina Legal do Porto.

 

Assim, aqui fica o alerta, não só para que sejamos conhecedores destes dados, mas para que estejamos atentos, e qualquer suspeita deverá ser levada muito a sério, não só com o intuito de punir um agressor, mas essencialmente de salvar uma vítima.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:57



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2009
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2008
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D