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Da vida por cá: as coisas boas

por o que procuro, em 30.05.12

Fez no passado dia 28, quatro meses que aterrámos no aeroporto de Heatrow e que iniciámos uma nova vida por Newbury, julgo que vai sendo tempo de fazer um balanço do que mais positivo e negativo existe neste país, especificamente no cantinho onde nós vivemos.

 

  • A casa - agora que controlei as pulgas que tinha, estou mais satisfeita com a nossa casa, claro que não está como gostaríamos, o chão e a falta de móveis ainda é uma constante, mas não deixa de ser uma casa com dois quartos no andar de cima, uma sala de jantar, uma sala de estar, cozinha e casa de banho no rés do chão e ainda uma mais valia: o quintal! Esse espaço relvado e empedrado com cerca de 90 m2 que tem feito as nossas delícias desde que o tempo aqueceu, tanto se joga à bola, como se dormem sestas, como se come lá fora e é óptimo, então com uma criança de 3 anos em casa...
  • Os cuidados de saúde: estamos inscritos numa clínica, que pertence ao sistema nacional de saúde, já fomos a uma consulta conhecer o nosso médico de família e pedir anticoncepcionais, não pagámos rigorosamente nada, nem pela consulta, nem pelos medicamentos.
    Existe por cá uma equipa de enfermeiros que acompanham as crianças em idade pré-escolar, já cá vieram a casa, ver as nossas condições de habitabilidade e como o Simão se estava a adaptar e comportar, possuem um contacto para o qual se pode telefonar e agendar uma visita sempre que se revele necessário.
    Recebi a semana passada uma carta, onde me convidadam a ir à clínica fazer um exame citológico, estou na base de dados e ao que parece tenho este exame em falta. A carta trazia um panfleto onde explica o que é, como se faz o exame, os números para marcação e de referir o facto se preferir que seja uma mulher a fazer-me o exame. Tudo gratuito.
  • A variedade de alimentos: digamos que isto não é uma novidade, os mercados e a oferta encontram-se adaptados ao tipo de clientes e à população que os consome, por isso aqui encontram-se coisas que não há em Portugal e vice-versa. De qualquer forma foi uma agradável supresa o que encontrámos e temos vindo a experimentar. De salientar também a qualidade do que aqui consumimos, atribuo isso ao facto de vivermos num meio pequeno, com um mercado duas vezes por semana onde os agricultores e criadores locais vendem o que produzem, daí a qualidade do que comemos.
  • A qualidade de vida: por onde começar? O meu marido sai de casa às 8h da manhã e regressa às 18h, há tempo para conversar, fazer o jantar e dar banho em conjunto. Se houver motivo que o fundamente pode trabalhar a partir de casa, basta ligar-se à internet. A empresa onde ele trabalha disponibiliza um autocarro que faz várias vezes ao dia o percurso da estação de comboios (perto da nossa casa) até à empresa, não havendo necessidade de transporte próprio, além de que o percurso também se faz muito bem a pé.
    Andar a pé é o nosso novo meio de "locomoção" não temos automóvel, nem há autocarros dentro da cidade, por isso conseguimos ter um estilo de vida bastante mais saudável e até o mais novo da família percorre uns quilómetrozinhos a pé!
    A creche do meu filho, fica situada no topo do Victoria Park, um parque com espaços lúdicos para as crianças, relvados imensos, árvores frondosas e é atravessado por um canal, onde vivem patos e gansos de espécies diversas. A cada dia de creche o Simão, tem que andar nos baloiços, no escorrega e ver os patos, além de correr e brincar no parque.
    A prórpia creche tem um espaço envolvente com óptimas condições e inúmeras brincadeiras adaptadas às idades dos frequentadores. 
São estes os aspectos que considero mais positivos, não só em relação à cidade em si, mas também comparativamente à vida que levávamos em Lisboa.

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publicado às 11:20


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