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As consequências dos nossos actos

por o que procuro, em 27.05.08

Os actos que praticamos têm sempre uma dupla consequência, primeiro na nossa esfera pessoal, em nós próprios e depois na esfera pessoal dos outros (que intimamente partilham a nossa vida).

 

Portanto qualquer que seja a consequência daquilo que fizermos e dissermos, boa ou má, terá sempre esta dupla face e afectará não só a nós, mas aos outros também.

 

Coloca-se aqui a questão de perceber, até onde vai a minha liberdade em "fazer o que pura e simplesmente me apetece" se sei à partida que irei magoar a outra pessoa, ou que irá também sofrer a consequência dos meus actos.

 

"A minha liberdade termina, onde começa a liberdade do outro", este chavão sobejamente conhecido, afigura-se como uma Grande Verdade, não só na vida em sociedade, mas mais profundamente numa vida a dois...

 

Quantas vezes é preciso ceder? Quantas vezes temos de reflectir sobre os nossos actos, se sabemos que esse alguém irá "pagar" por eles, bem mais caro do que nós próprios?

 

De que valem os meus actos irreflectidos e desrespeitáveis, que me fazem sentir momentaneamente melhor, se depois, as consequências serão sofridas não só por mim, mas ainda mais pela contraparte?

 

Se sabemos à partida que um terá de tomar uma decisão que trará consequências dramáticas para os dois, vestimos a armadura e ambos nos preparamos para a enfrentar.

 

Mas se de repente, num acto de "puro umbiguismo" um se lembra de fazer qualquer coisa, sem "dar um aviso à navegação", fazendo com que o outro arqueie sofridamente com as consequências do seus actos, é completamente diferente.

 

A vida a dois exige por isso muita COMUNICAÇÂO e PARTILHA, essencial para mantermos "o nosso barco e a nossa Luz a navegar", mas sobretudo uma ponderação sobre todos os nossos actos. Entenda-se que esta ponderação não deverá abafar, toldar os nossos movimentos, ou impedir a nossa própria liberdade. Trata-se de assumir verdadeiramente um compromisso numa vida a dois, em que para paz de espírito, partilha e vivência feliz de ambos, os actos sejam falados, discutidos e ponderados, para que estejamos ambos prontos para os assumir e submetermo-nos às suas consequências.

 

 

 

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publicado às 09:39



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