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Os problemas dos outros

por o que procuro, em 19.05.08

 

"As más notícias correm depressa..."

Lá diz o ditado, que de facto se comprova.

Somos assolados pelos problemas e situações de vida das outras pessoas e é nestas alturas que me lembro de um cântico que cantamos na Igreja:

 

"Na longa estrada de Jericó

Um homem sofre e eu vou passar

Vou apressado, vou em missão

Mas bate triste, meu coração

 

Se penso em mim, tu ficas só

Se penso em ti, seremos nós

A tua dor vai acabar

E mais seguro vou caminhar..."

 

Perante a partilha e disponibilidade para apoiar, ouvir e acompanhar a resolução desses problemas, a questão que se coloca é de percebermos em que medida é que os problemas dos outros nos afectam pessoalmente e desorganizam a nossa própria vida.

 

O primeiro impacto com o problema dá sempre azo a uma reflexão, o tentar perceber o que sucedeu com os outros e porquê. Colocamo-nos no lugar do outro, para perceber a sua vivência e a sua reacção. Perspectivamos hipóteses de reolução, aconselhamos, mostramos outras perspectivas.

 

Mas depois, na nossa intimidade, e se nos identificamos com as circunstâncias do problema assola-nos uma refelxão mais profunda e alguns questionamentos: e se fosse comigo? Se fosse eu a estar naquela situação? Como seria, como reagiria?

 

Nesta avaliação pessoal que se faz, de perceber se na nossa vida, a situação seria possível, se há probabilidades de acontecer, se temos estrutura física e psicológica para a suportar... às vezes chega o medo. E se fosse MESMO comigo?

 

Repensamos em todas as hipóteses, tentamos perceber como reagíamos, perspectivamos as soluções que nos parecem possíveis.

 

Em suma, quer queiramos quer não, os problemas dos outros acabam por nos afectar, fazem-nos reflectir, avaliar, ponderar, repensar, reagir perante a nossa vida actual.

 

Resta-nos, na disponibilidade que temos para os outros, saber manter um equilibrio e distanciamento, para que os seus problemas não ponham em causa a nossa própria vivência. Assim, estaremos capacitados a auxiliar o outro, para que siga com a sua vida em frente, e nós com a nossa, caminhando lado a lado!

 

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publicado às 18:57


1 comentário

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De Marisa Galante a 19.05.2008 às 21:03

Hoje vou partilhar contigo o que ouvi à pouco, numa palestra proferida pelo Monsenhor Feytor Pinto, em que o próprio referia que uma das formas de amar era a capacidade de cada um sair de si, para fazer o outro feliz, não esperando que o outro saísse dele para vir ter connosco!
Cada um tirará as suas próprias elações, mas eu julgo que amar é também estar disponível para escutar aquele, que naquele momento precisa de nós e se o problema que o atormenta se assemelhar ao meu, então não estou sozinho nesta caminhada e juntos poderemos pensar numa solução; se eu for um felizardo, por não me identifcar com o problema então só tenho que me empenhar de força e coragem para estar sempre disponível para escutar aquele ser aflito; o diálogo e a comunicação são os caminhos para a felicidade; pobre daquele que não tem ninguém com wuem se cruzar nesta estrada da vida!
Marisa Galante

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