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Expectativas defraudadas

por o que procuro, em 11.07.10

Neste momento regresso a Lisboa e as novas tecnologias premitem aproveitar este tempo de viagem para reflectir e extravasar o que me vai na alma.

Ontem foi o casamento de uma prima minha, única prima direita do lado materno, a mais nova e aquela por quem nutro um carinho especial.

 

Há um tempo para cá, as relações entre os nossos pais (melhor a minha mãe e o pai dela, que são irmãos) resfrearam, fruto de desavenças acerca do ainda e sempre, casas, terrenos, dinheiros, heranças. Sempre pensei que as coisas entre nós se mantinham inalteráveis apesar de tudo, ofereci a minha ajuda no que fosse necessário para a cerimónia, fomos juntas ver dos sapatos, ficou no ar um próximo encontro para a roupa interior e para os apetrechos para o cabelo, que nunca se concretizou.

 

Ontem, ansiosa por vê-la, estar com ela, fui o mais depressa que pude lá a casa e suspresa das surpresas, fui recebida como apenas mais uma, nem mais, nem menos, apenas mais uma... Nem um beijo, uma exlamação mais efusiva, nada... E foi assim o resto do dia, sempre...

 

E agora penso o quão estranho isto é para mim, há pouco tempo, passavam todos o tempo enfiados em casa dos meus pais, Natais, Páscoas, almoços, jantares e lancheas aos fins de semana e afins, os meus pais passavam mais tempo em casa de cada um deles a desdorarem-se em ajuda naquilo que eles precisavam, dias, semanas e meses em detrimento muitas vezes deles próprios, e agora é isto um desprezo, um devotar ao esquecimento, apesar da distância de ambas as casas se contabilizar em escassos metros.

 

Ontem foi a gota de água, sinto-me sem família alargada, penso que se eu me tivesse dedicado mais, entregue tudo o que tenho e sou, seria recebida de braços abertos, como apenas referi que estaria dsiponível sempre que precissassem, ficou-se por isso mesmo.

 

Nesta família, ou nos damos por inteiro, ou então nem sequer vale a pena, mas para mim, que olho para trás e não vejo propriamente só felicidade e partilha, mas também exploração, digo que já era tempo de dizer basta!

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publicado às 10:00



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