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Deambulações sobre o meu local de trabalho

por o que procuro, em 09.07.14

Trabalho num restaurante self-service de uma empresa multinacional, onde trabalham cerca de 6000 pessoas.

Destes quase oito meses a desempenhar funções, atrás de um balcão ou na caixa, vou-me dando conta do que acontece à minha volta.

 

  • Bebem coca-cola como quem bebe água (literalmente), tenho colegas que trazem à segunda-feira uma caixa cheia de latas da dita, colocam no cacifo e bebem ao longo da semana, atenção que há água filtrada à disposição!
  • Comem imenso piri-piri, em flocos, em molhos, fora o Tabasco sempre à disposição, mas isto de forma generalizada, quer colegas, quer clientes.
  • A base da alimentação por aqui são fritos, o pequeno almoço então, compõe-se de salsichas fritas, pão frito, bacon frito, ovos estrelados, uns triângulos feitos de batata, também eles fritos, a somar ao prato já composto, acrescentam uns feijões brancos estufados em molho de tomate.
    Mas invariavelmente à hora de almoço haverá batatas fritas, entre outros pratos confeccionados desta forma.
  • As pizzas têm muito menos recheio do que estamos habituados a ver por Portugal, a base é a mesma: tomate e queijo, mas tudo o resto é sempre muito insípido, isto mesmo em cadeias de restaurantes conhecidos e semelhantes ao que existem por aí.
  • Em consequência da alimentação e das bebidas que ingerem, arrotam de qualquer forma e em qualquer local, como se fosse perfeitamente normal, isto entre homens e mulheres, sem distinção.
  • Já num outro nível, reparo que há muitas pessoas jovens a trabalhar, a tempo inteiro, que acabam o ensino obrigatório e não seguem para a faculdade (como em Portugal), mas que exercem logo uma actividade profissional e estamos a falar de prestação de serviços sem grande evolução de carreira, mas que parece ser satisfatório para muitos deles.
  • Além dos jovens há pessoas de meia idade, com sessenta e setenta anos, ainda a trabalhar, não tenho noção da idade da reforma, nem sei como funciona o sistema de descontos por cá e de retribuição na idade dita pós-laboral, mas constato que muitos deles (homens e maioritariamente mulheres) trabalham por necessidade.
  • Sem contar com os emigrantes, somos imensos, entre polácos, portugueses, moldavos e outros de quem nem conheço a nacionalidade, poucos são os ingleses a trabalhar na empresa que presta os serviços de refeição e explora os cafés espalhados pelos seis edíficios da multinacional.

 

Estas observações, tratam-se disso mesmo, da minha percepção da realidade, sem base em qualquer estudo ou dados empíricos, são constatações e comparações que eu faço, por contraponto ao que verificava em Portugal.

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publicado às 09:13



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