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Tudo mau, tudo mau, tudo mau!

por o que procuro, em 30.09.15

Não há vez nenhuma que não partilhe alguma coisa com quem quer que seja, principalmente em Portugal, que não venha logo a "voz do agoiro" a responder que vai acontecer alguma coisa má.

 

O pior é que este crer e sentir enraíza-se em nós e acho que é inconsciente, faz parte ser-se assim, deprimente, depressivo, triste, já nem sei como adjectivar isto! Eu sempre vivi rodeada de pessoas assim, só agora que sai do país e que contacto menos vezes com todos e cada um é que tomei consciência disto, chega a ser doentio!

 

Digam lá se haverá pior do que partilhar alguma coisa com alguém, seja ela de que carácter for e ouvir a contraparte e congratular-se mas arrematar a conversa sempre com algo negativo que possa acontecer! Até um simples "vamos de férias", termina sempre com um "vamos lá ver se não está a chover!", que regozijo!

 

Se há anos idos isto fazia parte do meu ser, agora, sou sincera, altera-me de sobremaneira, para não afirmar que me choca, ver-se sempre o "copo meio vazio" ou arranjar forma de o "despejar totalmente"...

 

Eu reconheço que a vida não está fácil para ninguém, toda a gente tem problemas, mas encarar a vida e os ditos problemas pelo pior ângulo possível não os vai resolver, menos ainda perspectivar formas de chegar à resolução dos mesmos e mais moldar o consciente com tanto negativismo, só nos faz mal, na forma como vivemos o encaramos a nossa vida, mas até na forma como nos relacionamos com os outros (eu que o diga!)!

 

Eu tento mudar o discurso, mas às vezes também me canso e acabo, assim, aqui a escrever o que devia ter dito à contraparte...Obrigada por estarem vocês aí desse lado a ouvir o desabafo! E por favor, acreditem, nem tudo terá sempre que ser mau!

 

william_shakespeare_nada_em_si_e_bom_ou_wl.jpg

 

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publicado às 21:18

Lá longe

por o que procuro, em 23.09.15

Há quem sofra, de dores no corpo e na alma, de decisões que têm que ser tomadas, de prostações e vicissitudes da vida, de medos e angústias que retiram o sono e a tranquilidade.

 

São tantos, cada um deles com as suas particularidades e dificuldades, que agonizam sem saber uns dos outros e eu, sou só uma, que trago em mim cada um dos seus pesares, que rezo, peço e imploro e penso diariamente em todos e cada um, na esperança de ouvir uma boa notícia, de lhes perceber o sorriso por detrás dos meios em que comunicamos, na certeza porém de que irão ultrapassar estes obstáculos.

 

Quero muito acreditar, por eles e por mim, que é apenas e tão só mais uma fase, no caminho da Vida que todos trilhamos e que em breve, se conjugará no passado, com um presente feliz...

 

 

 

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publicado às 22:06

O meu ninho

por o que procuro, em 22.09.15

Vivo dentro dele, leve, quente, acomodada e moribunda.

Olho, através dele, a realidade lá fora, almejo-a, quero-a, mas o medo de sair, de falhar faz-me ficar dentro dele...

E os dias escorrem, os anos passam e vivo dentro de um ninho, leve, quente, acomodada e moribunda.

Quando terei eu coragem de sair de dentro dele, calcorear o caminho que tanto procuro e olho por entre o meu ninho...

Quando aceitarei eu que cair faz parte do caminho, que haverá sempre quem me ajude a levantar, que a realidade se acomodará aos meus passos e que o que importa no fundo é sair do ninho e VIVER!

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publicado às 22:33

Questões de morte

por o que procuro, em 21.09.15

O meu filho, do alto dos seus seis anos de idade, deu-se conta da nossa finitude, tomou consciência de que nós, pais, não iremos viver para sempre e por ordem lógica iremos morrer antes dele. Surgem as questões, se vamos viver até aos cem anos, quando iremos morrer, que vai ser dele após a nossa morte e segue-se-lhe a angústia e o medo de ficar sozinho.

 

Tento trazer alguma paz e serenidade à consciência dele em tumulto, argumentado que podemos não morrer os dois (eu e o pai) ao mesmo tempo e que mesmo na eventualidade de isso acontecer, haverá sempre quem olhe por ele.

 

Mas a tomada de consciência vem acompanhada de perspicácia e rapidez na contra argumentação, nenhuma das pessoas que nomeio nos pode verdadeiramente substituir, além de que vivem todos lá longe e ninguém iria ficar eternamente na nossa casa para tomar conta dele!

 

Julgo que a maternidade nos faz repensar na morte, principalmente no que será dos nossos filhos, após esta acontecer. Neste momento ouço de viva voz os meus medos pela boca dele e não me sinto em nada descansada perante a angústia que ele e eu sentimos, até porque sabemos, mais eu do que ele que é apenas e tão só, uma questão de tempo...

 

 

 

morte-e-vida.jpg

 

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publicado às 16:39

Alguém me explica...

por o que procuro, em 15.09.15

Porquê que as pessoas falam ao TLM ou estão com os auscultadores nos ouvidos quando estão a ser atendidos por terceiros?

Sou só eu que acho uma total falta de respeito e de educação?!

 

 

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publicado às 18:14

Por falar em ciclos...

por o que procuro, em 10.09.15

Vou retomar um tarda nada, o da psicoterapia, já não sei quantos anos vão destes "ciclos psicoterapêuticos" como se houvesse sempre problemas que surgem, fantasmas que se impõem, que novamente me esmagam e me fazem "re-questionar" tudo. Sinto-os sempre como uma derrota sobre mim mesma, como se não fosse capaz de enfrentar sozinha os males que me oprimem e desta feita colocam tanto em causa...

 

Contudo encaro este retorno como uma necessidade, isso assumo sem culpa, pelo sofrimento que tenho sentido, por tudo o que germina em mim, a última consulta foi prova inequívoca disso, o nomear do que sinto fez-me perceber a dimensão do problema. A tomada de consciência trouxe-me ao mesmo tempo o choque sobre a realidade sentida, os meus alicerces, aquilo que considero inabalável, está a sofrer um valente abanão.

 

Está a ser difícil de aceitar, ainda mais fazer alguma coisa para mudar isso, mas quero acreditar que mais uma vez vou ser capaz de superar isto.

 

Psicoterapia1-350x208.jpg

 

 

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publicado às 17:37

Os ciclos da Vida

por o que procuro, em 08.09.15

Por estes dias há novos ciclos que se iniciam, há quem comece o ensino básico, há quem case, há quem inicie uma nova formação académica, há quem se mude de país, de casa e de emprego e há quem tenha terminada a caminhada de Vida terrena.

 

A Vida é feita assim, de ciclos, de recomeços, de mudanças, de finitude, ensinando-nos que nada é constante, nada é para sempre, que nos cabe a nós seguir em frente, decidir, adaptarmo-nos e vivermos o melhor que a Vida tem para nos dar.

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publicado às 21:54

Saudades de estar

por o que procuro, em 02.09.15

Tenho saudades de estar com as pessoas, com tempo, sem muita gente à volta.

 

Saudades dos meus, dos jantares combinados à última hora, do café, do gelado, do "aparece cá em casa".

 

Da disponibilidade, do relacionamento que agora se foi...

 

Já não pertenço ao dia-a-dia de lá, nem tenho dia-a-dia cá com ninguém em particular e sinto muita falta desta pertença, da partilha.

Comunico com alguns, poucos, diariamente, porque a amizade se manteve, porque o acesso a vias alternativas de comunicação é mais fácil, porque nos esforçamos para que seja possível e eu agradeço-lhes muito por isso, por ainda fazerem parte de mim, do meu dia-a-dia, apesar de já não "estarmos juntos"...

 

 

dor_da_saudade.jpg

 

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publicado às 10:14


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