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Mais voluntariado

por o que procuro, em 30.06.11

Na passada terça-feira, lá fui, mais uma manhã a percorrer lojas, serviços e equipamentos para dar a conhecer o projecto.

No primeiro instante as pessoas continuam a retrair-se, porque pensam que vou pedir alguma coisa, mas não! 

Quando específico ao que vou, aceitam o panfleto, falam do que conhecem da instituição, dos problemas que sentem com a actividade que desenvolvem, realmente não está fácil para ninguém e quem tem uma porta aberta ao público numa zona emblemática da cidade, ressente-se e muito.

Sinto também que as pessoas têm falta de quem as escute, quem esteja nem que seja cinco minutos a ouvir, a dar-lhes atenção, porque grande parte das vezes estão ali para satisfazer o pedido de alguém, para darem atenção a quem entra e raramente acontece o inverso...

 

Estou a aprender e a desprender-me!

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publicado às 12:00

Avô

por o que procuro, em 29.06.11

 

Hoje, se estivesses connosco, seria o teu aniversário, mas não estás, porque "Deus leva os que ama e só Deus tem quem mais ama".

 

Uma lembrança, uma estrela e um beijo, onde quer que estejas!

 

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publicado às 11:02

Um fardo chamado culpa

por o que procuro, em 28.06.11

Carrego há mais de 20 anos um fardo, que se chama culpa, traduz-se no facto de eu achar, pensar e sentir que podia ter feito mais por mim mesma, na minha infância, como se pudesse exigir a uma criança de sete anos que fizesse mais do que fez na realidade.

 

Sim, porque apesar de tudo fiz, agi, o problema foi, como já me demonstraram, que do outro lado, não quiseram "ver", muito menos "ouvir", nem se preocuparam, porque julgo que bastava um olhar mais atento, para verem o que sempre foi e é tão claro...

 

Dizem-me que a culpa não existe, demonstram-me que não tive responsabilidade nenhuma, que perante as circunstância fiz o que podia e devia...mas eu, contínuo com este fardo às costas, por muito que todos teimem em querer atirá-lo para o meio do chão e eu mesma achar que o deveria fazer, acabo sempre por seguir em frente, com ele a pesar-me.

 

Até quando? Ou como me perguntaram ontem: Quando é que para mim, vai chegar?

 

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publicado às 15:06

Procuro-Te

por o que procuro, em 25.06.11

"Deixa que a respiração profunda

do teu Ser aconteça. Só isso. Não

interrogues, nem busques. Deixa

que seja Deus a procurar-te. Não

caminhes. Ele virá ao teu encontro.

Não procures contemplar. Permite,

antes, que Deus te contemple. Não

rezes. Deixa que, em silêncio, Ele

reze o que tu és."

 

 in Um Deus que Dança, José Tolentino Mendonça

 


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publicado às 13:24

O que fazer da desilusão?

por o que procuro, em 22.06.11

Já com algum trabalho e distânciamento, acho que ainda bem, ainda bem que esse alguém não me ajudou agora que eu mais preciso, porque me teria agarrado a essa "bóia de salvação" e teria dado tudo, naquilo que porventura não me faria crescer...

 

Assim, esta desilução agitou-me e fez-me perceber que não é nos outros que devo colocar expectativas, é em mim e fazer por que se concretizem, por isso afirmo o que se faz da desilusão? Serve de combustível para sair do buraco em que me encontro e perceber que sou capaz de realizar aquilo a que me proponho...basta querer!

 

Entretanto e noutro campo, apercebo-me que procuro colo, um colo que não tive (tenho) dos meus pais, não aquele colo que nos assegura que estará tudo bem, não, antes aquele colo incondicional, que estará sempre lá, independentemente do que acontecer e que tanto nos abraça e conforta, como nos empurra para a realidade. E afinal tenho esse colo, esteve, está e estará sempre aqui, não vem de pai, nem de mãe, mas vem daqueles que me são mais queridos e especiais, da minha família e das minhas amigas.

Por isso obrigada ao V., ao S., à C. e à M. por estarem aí desse lado com este "colo" sempre disponível!!

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publicado às 23:13

Os outros que me desiludem

por o que procuro, em 22.06.11

Ontem e mais uma vez, retiraram-me o véu pelo qual eu via uma pessoa, e apareceu-me "nua e crua" como eu nunca a tinha visto, ou não queria ver e desiludi-me mais uma vez, mais gravemente...

Dizem-me que pus as expectativas muito altas, que espero demasiado dos outros, ou deste alguém em particular, que só deveria contar comigo e que o mal não está em mim, mas nesses outros e no seu "umbiguismo".

 

Mas eu, ainda e sempre, levada pelo respeito, pelo carinho, pela amizade, sofro, porque me custa a acreditar que pura e simplesmente servi interesses e que agora, que já não os cumpro, também não sirvo para nada, nem sequer sou lembrada!

 

Chego cada vez mais à conclusão, que as pessoas não têm, ou não querem ter consciência do sofrimento alheio e que apenas enquanto existe uma relação recíproca (com mútuos interesses) e presencial é que a amizade é válida, depois disso, já nada interessa...

 

A minha avó, essa senhora fria, rezingona e zangada com o mundo é que tinha razão, quando afirmava: "só quem come connosco à mesma é que interessa, o resto..."

 

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publicado às 13:46

Voluntariado

por o que procuro, em 21.06.11

Nesta procura activa por um emprego na área do serviço social, comecei a "bater às portas", entrego pessoalmente o meu curriculum, dou-me a conhecer e digo os meus intentos.

 

Numa das primeiras abordagens que fiz, ficaram impressionadas com o meu contacto (não percebi se para bem, se para mal....) e perguntaram-me se não queria fazer voluntariado, enquanto aguardam respostas que possibilitem a colocação de mais técnicos.

Devo confessar que não sou adepta do voluntariado, no sentido de trabalho gratuito de técnicos para as instituições e/ou empresas, mas sim do voluntariado por si só, independentemente da profissão do voluntário, com a finalidade de ser útil na instituição e/ou empresa, no seu todo.

 

Propuseram-me fazer um levantamento dos serviços e equipamentos de proximidade existentes na área de intervenção da Instituição, para formalizar uma base de dados, pareceu-me um trabalho de índole geral, pelo que aceitei e hoje comecei o voluntariado.

 

Eu que detesto expor-me, andar a entrar de serviço em serviço, apresentar a instituição, deixar um folheto informativo e recolher informações, não foi tarefa fácil! Ainda não percebi se o meu discurso é demasiado frio, ou rápido, ou talvez a minha aparência, não sei, mas a receptividade é estranha. Penso também que as pessoas já não estão habituadas a terem conhecimento presencial de algo que existe na "porta-ao-lado", que a informação lhes chegue assim através de alguém... Na sua maioria, reagem bem, cedem-me os contactos, outros arrumam o folheto para o lado e seguem com a tarefa que estavam a concretizar.

 

Este trabalho tem também como ponto fulcral envolver a Comunidade, não só dar-lhe a conhecer a instituição e o serviço, mas essencialmente que o divulge, lhe dê visibilidade e o apoie. Reconheço que não é tarefa fácil, cada vez mais envoltos em problemas, com vidas complicadas, as pessoas já mal conseguem organizar o seu dia-a-dia, quanto mais abraçarem outra causa, apoiar outras pessoas, quando na maioria das vezes também é apoio que procuram!

 

Bem decerto que vou dar continuidade a isto que me propus, em plena consciência que é mais um dia ocupado, sem remuneração que o sustente, mas adiante...

 

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publicado às 15:12

A depressão e eu

por o que procuro, em 18.06.11
Ainda não se foi embora, nem irá tão depressa, sinto-a em mim, como uma nódoa negra que teima em não passar e de cada vez que se lhe toca, dói.

Há dias que o dia está mentalmente estruturado, as tarefas definidas e delineadas, só falta pôr mãos à obra, as mais óbvias são cumpridas, mas as outras, aquelas mais minhas, arrastam-se pelo dia, a apatia toma conta de mim, a lentidão e a fraqueza acenam-me com a bandeira para que simplesmente não concretize o que tinha planeado.

 

E instala-se a luta e a ambivalência, se por um lado cedo e não faço o que tenho planeado, no final do dia sinto-me culpada ("mais um dia que passou e não fiz nada por mim"), se as concretizo, faço-o com um esforço enorme e a muito custo, com humor e um estar que não me reconheço...

 

Mas, e há sempre um mas, se, mesmo que "arrancado a ferros" o que foi planedo, é concretizado, o final do dia sabe a "obra feita" e o bem-estar supera o resto, por isso, vou ali pôr música a tocar e arranjar força anímica para trabalhar...

 

 

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publicado às 14:15

O mundo e a mente II

por o que procuro, em 17.06.11

Ainda no seguimento do post anterior, aquilo parece uma constatação óbvia e não acresce nada de novo ao que muitos já sabem e conhecem, contudo a dificuldade está em ter uma consciência presente disto e mais, de a conseguir concretizar diáriamente, no sentido de nos levantarmos de manhã e darmos o benefício da dúvida, ou melhor, a oportunidade ao dia que se avizinha e não deixarmos que os nossos problemas, ou a escuridão da nossa alma, tapem o sol que brilha.

 

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publicado às 15:00

O mundo e a mente

por o que procuro, em 16.06.11

Já lá vão 35 anos de vida, de cada vez maior e melhor observação, reflexão, de mim, dos outros, do mundo e neste crescimento, comecei a acreditar naquilo que não posso considerar uma teoria, mas apenas uma constatação.

 

Acredito que o nosso estado de espírito, a nossa mente, o nosso Eu interior, influência em muito, aquilo que somos, mas essencialmente aquilo que transmitimos e recebemos em troca, dos outros, do mundo, da vida. Dir-me-ão que são as nossas energias, que depois de transmitidas, reflectem na mesma medida, aquilo que as compõe, qual boomerang, que regressa sempre depois de lançado.

 

Não sei que nome atribuir a isto, a mente, talvez, que como possante transmissor, mesmo que muitas vezes fora do alcance da nossa consciência, reflecte o mais profundo de cada um, e a nossa envolvente, ao captar tudo isto, devolve-nos na mesma medida.

 

Seja esta constatação verdadeira ou falsa, em termos práticos como é que se traduz?

Simples, no meu dia-a-dia o meu sentir e estado de espírito vai influenciar tudo o que eu fizer e todos os que se relacionarem comigo, e mais, o ânimo, a vontade e tudo aquilo que eu puser naquilo que faço, vai definitivamente influenciar o resultado.

 

Sendo mais concreta, se me levanto de manhã, mas com uma vontade imensa de ficar na cama, à espera que o dia passe, na certeza de que não quero enfrentar o dia, nem a vida, posso ter a certeza que vai ser uma dia terrível. Se pelo contrário, me levanto com esperança daquilo que o dia será e abertura para aceitar esse dia, correrá certamente muito melhor.

 

Esta caminhada pela depressão fez-me entender e assimilar de uma forma pungente isto que vos acabo de descrever, se havia dias de choro, de estar enfiada na cama e pedir ao céu que desabasse, por muito que saísse deste registo, na vã tentativa de arranjar uma solução e uma saída para este problema, nunca a encontrei... No dia em que percebi que dependia de mim e que abri a porta que me leva ao mundo, comecei a ver resultados, são ténues, um mero reflexo de luz, mas está lá e isso é que importa.

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publicado às 14:00

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