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Da estranheza de outros hábitos

por o que procuro, em 21.10.13

Na sexta-feira houve uma eucaristia na escola do meu filho, em que os pais eram convidados a participar, um símbolo do encerramento do tempo das colheitas (the harvest time) semelhante ao thankgiving nos EUA.

Decorreu no anfiteatro da escola, uma sala grande e ampla, com um pequeno estrado a fazer de palco onde dispuseram o altar, do outro lado uma mesa com comida que as crianças ofereceram e que posteriormente iria ser doada a uma instituição da cidade, no caso o banco alimentar.

 

Havia um espaço deixado vazio para as crianças e ao fundo cadeiras para os pais e professores se sentarem.

Cheguei já os miúdos estavam a sentar-se, chegaram ordeiramente em fila indiana, acompanhados pelos professores e sentaram-se no chão.

 

Inicia-se a missa com um cântico tocado ao piano por uma professora, cantado pelos miúdos e pela assembleia, auxiliada por um power point onde se podia ler a letra.

Toda a gente estava e permaneceu sentada.

 

E assim decorreu a missa toda, com as pessoas sempre sentadas, nem durante a consagração, ninguém nunca se levantou, a não ser claro está, para irem comungar!

Foi para mim estranho, ainda pensei que talvez por causa das crianças não estarem sempre a levantar-se e a sentarem-se que as pessoas agissem assim. Mas acho que os professores podiam dar indicações às crianças para permanecerem sentadas e as pessoas seguirem o ritmo normal da liturgia.

 

Num país onde se é católico mais por convicção do que por educação, dado que a religião católica é por aqui pouco representativa, onde sinto que o estar na Igreja a cada liturgia é mais rígido e menos complacente do que em Portugal, na medida em que nos ajoelhamos mais tempo, mais vezes e se comungam sempre das duas espécies e depois deparo-me com isto.

 

Eu sei que estava numa escola, e não numa Igreja, mas não deixa de ser uma escola católica, onde no dia aberto a que fui para visitar a escola, a directora perante aquela plateia de pais de potenciais alunos frisou qual era a doutrina seguida, se nós que estavamos ali não acreditávamos em Cristo, nem concordávamos com as directrizes não fazia sentido inscrevermos os nossos filhos e depois isto?!

 

Também reparei que havia quem estivesse sem o menor respeito, sentados como se estivessem numa poltrona em casa ou num pub aqui da cidade a beber uma cerveja, e as respostas dadas pela assembleia, eram ditas pelo padre e por meia dúzia que sabiam o que estavam ali a fazer, até o abraço da paz foi um motivo de dar palmadinhas nas costas a meia família!

 

Posto isto nem sei o que pensar, talvez fosse melhor assim, para enquandrar toda a gente e não os afugentar ainda mais com o nosso "senta-levanta" durante toda a eucasistia como sinal de respeito pelo que se está ali a passar, ou então não, deveria ter sido feito conforme o preceito canónico e as normas ditam, porque se afinal era uma missa da Igreja Católica, numa escola católica, era o que deveria ser suposto.

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publicado às 13:33



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